O precedente aberto pelo vazamento da Chevron é gravíssimo num país onde já existem 136 plataformas de produção, 60 sondas de perfuração e 8.964 poços em funcionamento. Segundo o Ibama, ocorrem em média de 20 a 30 pequenos vazamentos de óleo por ano.
O Brasil não está preparado para abrigar a mais voluptuosa exploração de petróleo em águas profundas do mundo. Esta talvez seja a maior lição do vazamento de óleo nas proximidades de um poço aberto pela Chevron na Bacia de Campos, o qual revelou uma série de irregularidades e omissões em diferentes níveis governamentais e privados.
Não é possível que os engenheiros e funcionários da Chevron ouvidos na plataforma da companhia pelo delegado da Polícia Federal responsável pelo caso, Dr. Fábio Scliar, digam que “não receberam treinamento para lidar com vazamentos” nem saibam apontar com exatidão para onde está sendo levado o óleo supostamente recolhido pela Chevron conforme nota divulgada pela empresa.
Não é admissível que o vazamento tenha sido percebido primeiro pela Petrobras, que ainda emprestou equipamentos capazes de observar a 1.200 metros de profundidade o que estava acontecendo exatamente nas fissuras geológicas que começaram a “sangrar” óleo nas imediações do poço aberto pela TransOcean a pedido da Chevron. A mesma TransOcean que está sendo processada nos Estados Unidos por envolvimento no maior desastre ambiental daquele país, o mega-vazamento de óleo da BP no Golfo do México, há pouco mais de um ano. O próprio presidente da Chevron, George Buck, admitiu que “subestimou-se a pressão do reservatório”.
A investigação deverá revelar os termos do licenciamento dado a Chevron para operar o campo, mas não será surpresa se os argumentos técnicos em favor da exploração forem ligeiramente parecidos com outros relatórios alusivos a áreas completamente diferentes por conta do velho truque do “copia e cola”, tão amplamente disseminado nas rotinas dos Estudos de Impacto Ambiental (EIA).
Numa curiosa coincidência, o vazamento ocorreu poucas semanas depois de o governo anunciar medidas que, na prática, agilizam (ou flexibilizam) o processo de licenciamento ambiental. No caso da exploração de petróleo e gás, as licenças passariam a ser feitas por blocos de área de exploração e não mais poço a poço.
Pergunta importante: esse novo modelo de licenciamento permitiria a descoberta de fissuras geológicas sensíveis a abertura de poços como aconteceu agora com a Chevron?
Outra questão importante: por que o governo ainda não anunciou o Plano Nacional de Contingência, que já foi aprovado por lei há 11 anos? O Plano deve estabelecer responsabilidades e atribuições para cada diferente setor governamental ou privado quando houver vazamentos. É evidente que o assunto desagrada a quem, a partir do Plano, deixa de ter desculpas para não ter sido devidamente prudente ou suficientemente ágil em caso de acidentes.
Para piorar a situação, o valor máximo da multa por crime ambiental no Brasil é de apenas 50 milhões de reais. Segundo o delegado da PF, Fábio Scliar, bastam 53 minutos de produção para que uma petrolífera consiga arrecadar esses 50 milhões de reais. Em resumo: essa multa não intimida nenhuma empresa do setor.
A situação é particularmente grave num país onde já existem 136 plataformas de produção, 60 sondas de perfuração e 8.964 poços em funcionamento. Segundo o Ibama, ocorrem em média de 20 a 30 pequenos vazamentos de óleo por ano. Trata-se de uma atividade de altíssimo risco, razão pela qual o professor da COPPE/UFRJ, Segen Stefen, advertiu em uma entrevista recente que os “vazamentos vão acontecer, eles acontecem na indústria do petróleo, razão pela qual precisamos ter as ferramentas adequadas para lidar com eles”.
Pois bem, as ferramentas não estão disponíveis e as perspectivas de aumento de produção por conta das reservas estimadas de óleo na camada pré-sal são gigantescas. Segundo o diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), Adriano Pires, o Brasil produz hoje 2,2 milhões de barris de petróleo por dia. Em 2020 essa produção deve chegar a 6 milhões de barris/dia. Segundo Adriano Pires, a exploração de petróleo na camada pré-sal, a mais de 5 Km de profundidade, aumenta consideravelmente a complexidade das operações. Isso vale tanto para a retirada do óleo como para a execução dos planos de contenção ou remediação de vazamentos.
Para que ninguém se arrependa depois, é preciso agir agora com a devida coragem, realinhando os procedimentos que envolvem licenciamento, monitoramento, fiscalização, multa e novas medidas de segurança. Não basta ser mega-produtor de petróleo. É preciso fazer isso com responsabilidade e ética.
André Trigueiro
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Amilcar Ximenes A PROPOSITO DA GUERRA DE INTERVENÇÃO DAS TRANSNACIONAIS, O PRÉ-SAL DO BRASIL E A REFOMA DA ONU: O IMPERIO, E OS SEUS ALIADOS REPRESENTANTES DAS TRANSNACIONAIS, (FRANÇA, INGLATERA, ALEMANHA, CANADÁ,ETC) HOJE PRATICAM UM CAPITALISMO, E UM PROCESSO DE ACUMULAÇÃO CAPITALISTA, QUE NÃO SE LIMITA AO RENTISMO, À PRIME RATE, AOS BLOQUEIOS ALFANDEGÁRIOS,AOS SUBSÍDIOS AOS SEUS PRODUTORES INTERNOS E OUTOS MECANISMO DE TRAMOIA E MALVERS…AÇÃO DO MERCADO INTERNACIONAL, QUE EXPLICA A EXPOLIAÇÃO E EMPOBRECIMENTO DOS POVOS,HOJE A MÁFIA CAPITALISTA FAZ OPÇÃO PELA ACUMULAÇÃO BASEADA NA PURA E SIMPLES A N E X A Ç Ã O,RASGARAM DE UMA VEZ POR TODA A TEATRALIZAÇÃO DO DIREITO INTERNACIONAL E SEUS FOROS, ATRAVES DA GUERRA DE RAPINA DA INTERVENÇÃO MILITAR PURA E SIMPLES,IMPLANTARAM A BARBARRIE, SOB OS MAIS INDISFARSÁVEIS PRETEXTOS, REPLICANDO HODIERNAMENTE A PIRATARIA QUE ÉRA FINANCIADA PELA RAINHA DA INGLATERA NO SÉCULO DEZENOVE, SÓ QUE MIL VEZES MAIS APRIMORADO. A ONU HOJE EMPRESTA A SUA BANDEIRA PARA AS INTERVENÇÕES “HUMANITÁRIAS”DO IMPERIO DAS TRANSNACIONAIS, PARA CAMUFLAR A BANDEIRA DOS VERDADEIROS PIRATAS, QUE SÓ VEEM LOCUS PARA AS PRETESTADAS GUERRAS “HUMANIT[ÁRIAS” ONDE TEM RIQUESAS ENERGÉTICAS! O BRASIL QUE DIZ TER UMA POLÍTICA DE DEFESA DITA “DISSUASSIVA” QUE SE ARME ADEQUADAMENTE PRA PROTEGER O SEU “PRÉ SAL” POIS O IMPERIO NÃO TERÁ NENHUM PRURIDO EM ANEXA-LO” OU POR MECANISMO DE INTERVENÇÃO MILITAR PURO E SIMPLES(GUERRA FEITA AQUI É MAIS BARATA DO QUE NO ORIENTE MÉDIO) OU PELOS CONTRATOS DE SESSÃO DE EXPLORAÇÃO DA PETROBRÁS DE CARATER ENTREGUISTA E ANT!ESTRATÉGICO DO PONTO DE VISTA DA GESTÃO. OS PRIMEIROS MINISTROS DA ITÁLIA E GRÉCIA, RECEM NOMEADOS SÃO EX-EXECUTIVOS DO BANCO GOLDMAN SARHS
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O que fazem com a exploração petrolífera no Brasil é uma barbaridade! Não podemos deixar que esse governo sem rédeas faça o que bem entender. O que está em jogo é uma biodiversidade imensa, e em momento algum pensaram nisso quando trouxeram “especialistas” em crimes ambientais, diretamente do senhor EUA. Não podemos admitir que só pensem nas cifras bilionárias ou seja lá qual vai ser o valor. CRIMINOSOS COM O LAUDO TÉCNICO DE UM GOVERNO CORRUPTO!!!!!!
Essa história é um show de irresponsabilidade e despreparo de todos os lados. Criminosos! Não há dinheiro que pague essa irresponsabilidade e o dano causado. A natureza pagará essa conta. Obrigada André por nos esclarecer um pouco mais.
Quando empresas exploradoras de petróleo sugerem a instalação de uma fábrica de plataformas de petróleo no meio de três Unidades de Conservação, criadas por Decreto, podemos esperar qualquer coisa, até exploração sem plano de emergência..
André,
como sempre perfeito, eu faria só um adendo:
Acho que é preciso criminalizar o descaso com o meio-ambiente.
Matar os mares, as florestas, a biodiversidade também é homicídio.
abcs Charles
É preciso acabar com a “industria” dos Estudos de Impacto Ambiental”. Os órgãos públicos responsáveis têm que contar com técnicos capacitados que possam vetar os famosos “corta e cola” das consultorias sem sofrerem ameaças e retaliações. Voltamos para o essencial do texto: reponsabilidade e ética. Eu acrescentaria “gestão”.
Que esse fato seja realmente exemplo para os vários poços em águas profundas (pré-sal) que estão por vir!
Concordo plenamente! Enquanto não colocarem em prática o que se define no papel, enquanto não houver seriedade, respeito e ética na fiscalização do cumprimento dos regulamentos, enquanto todo e qualquer meio justificar o fim, teremos que contar com a sorte e assumir nossa incapacidade de gerir nossas riquezas.
André, parabéns pela lucidez do seu alerta. Abs.
não dá pra entender esse seu texto, sinceramente. a Chevron, uma empresa privada, comete essa barbaridade, e você culpa o Brasil todo.
Dafne, não basta punir quem erra. É preciso verificar se o marco regulatório é rígido o suficiente, se o valor das multas é razoável e se os protocolos de segurança estão devidamente estabelecidos.Abs
money, money, money, money, MONEY!!!