Hoje, menos de 2% dos veículos que saem de circulação no Brasil vão para a reciclagem. Em países da Europa e nos EUA, esse índice é de 95%.
Um projeto de reciclagem desenvolvido pelo Detran do Rio Grande do Sul está transformando sucata de automóveis em matéria-prima para a indústria.
O carro é erguido no ar como se fosse de brinquedo. Aqui, não é preciso ter cuidado. O destino é mesmo a destruição. A máquina faz uma pressão de 140 toneladas. E o carro dobra com facilidade.
Só no depósito do Detran em Passo Fundo, no norte gaúcho, 700 veículos estão sendo reciclados. Depois da compactação, um carro fica do tamanho de uma geladeira. Isso facilita o transporte, mas tem também outro objetivo: dar a certeza de que essas peças não serão reutilizadas.
São carros clonados, queimados ou com peças roubadas, que não podem voltar a circular. Dos cerca de 72 mil automóveis que lotam os depósitos gaúchos, 30 mil podem ser encaminhados para a reciclagem.
“O veículo que está há muito tempo em depósito chega a custar em torno de R$ 1 por dia ao estado, cada veículo”, explica Antonio Carlos Barbará, chefe da Divisão de Depósitos do Detran/RS.
Vendida para uma siderúrgica, a sucata é triturada, e vai se transformar em dezenas de outros produtos.
“Neste processo de fabricação a gente consegue reduzir o consumo de energia elétrica e de outros insumos, como carvão, minério, e com isso se consegue melhor preservação do meio-ambiente”, afirma Daniel Weber Brun, gerente da siderúrgica.
Hoje, menos de 2% dos veículos que saem de circulação no Brasil vão para a reciclagem. Em países da Europa e nos Estados Unidos, esse índice é de 95%.
Postado por Daniela Kussama
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