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27 jun 2016
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Ararinha-azul, considerada extinta na natureza, é avistada na Bahia

Espécie que inspirou o filme Rio estava desaparecida da natureza desde o ano 2000

 

Por Bruno Calixto

Fonte: Blog do Planeta

 

Uma boa notícia para os amantes dos pássaros. A ararinha-azul(Cyanopsitta spixii), uma das espécies mais raras do Brasil, foi avistada no último sábado (18) em Curaçá, Bahia. (Confira o vídeo no final da matéria.)

A ararinha-azul é classificada como extinta na natureza. Ela não é vista voando livremente no meio ambiente desde o ano 2000. Há, hoje, pouco mais de 100 indíviduos em cativeiro. Pesquisadores e biólogos estão cuidando desses indivíduos para, no futuro, reintroduzir a espécie na natureza. Um desses projetos prepara a comunidade local de Curaçá, onde fica o hábitat da ararinha, para que os moradores cuidem dos pássaros reintroduzidos. Foi justamente essa comunidade que registrou a ararinha.

Primeiro, a ararinha-azul foi avistada pelo agricultor Nauto Oliveira no sábado. Ele avisou a família e, no domingo de manhã, sua mulher, Lourdes Oliveira, e filha, Damillys Oliveira, foram ao local fazer o registro. O vídeo da ararinha voando foi feito por Damillys, de 16 anos, usando um celular. Eles enviaram as imagens para o diretor da SAVE Brasil, Pedro Develey, que confirmou que era uma ararinha-azul graças ao som feito pelo pássaro.

Ao Blog do Planeta, Develey disse que o aparecimento dessa ararinha é um mistério. “Nós temos quase 100% de certeza de que ela estava em cativeiro. Agora, o que aconteceu é um mistério. Ela fugiu? Alguém a soltou? Quem manteria um animal como esse preso, em segredo, por tanto tempo?” Segundo ele, recentemente o Ibama fez uma operação de fiscalização na região para apreender gaiolas e libertar pássaros. A operação pode ter feito com que o “dono” da ararinha decidisse soltar o animal.

O vídeo foi recebido com entusiasmo pela comunidade local e pelos ambientalistas. As imagens mostram a ararinha voando sem dificuldades, e os relatos dos moradores revelam que ela tem condições de sobreviver. Ainda assim, os pesquisadores decidiram fazer uma expedição para a região neste fim de semana (25) para tentar entender melhor o mistério.

Para Pedro Develey, o caso mostra que sempre devemos ter esperanças na luta pela proteção de nossa biodiversidade. Além disso, mostra a importância de trabalhar com moradores e comunidade local. “Uma comunidade engajada ajuda a proteger a

 

 

 

Postado por Daniela Kussama