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Preservação ambiental ganha força na
programação de TV brasileira
Revista da tv
http://oglobo.globo.com/cultura/revistadatv/mat/2007/12/02/327410143.asp
RIO - Durante a Rio-92, como ficou conhecida a Conferência
das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento,
o fato de o cantor Sting circular ao lado do cacique Raoni era motivo
de piada. Ninguém entendia muito bem aquela celebridade internacional
que resolveu passar um tempo numa tribo indígena no meio
do mato. Pois o mundo dá voltas, ficou mais aquecido e estragado
e, 15 anos depois, ser ecologicamente correto virou moda. Mas, quem
leva a coisa a sério, sabe que não basta ligar o nome
e o rosto famosos à causa da preservação ambiental.
Os caminhos de quem está preocupado de verdade com os problemas
ecológicos acabam se cruzando. Juca de Oliveira e Christiane
Torloni, que têm como interesse comum a preservação
da Amazônia, uniram-se depois de ver de perto a devastação
da floresta pelas queimadas durante as gravações da
minissérie "Amazônia - De Galvez a Chico Mendes",
no Acre. Eles estão entre os criadores do manifesto Amazônia
para Sempre, que será entregue ao presidente Lula quando
chegar a 1 milhão de assinaturas.
Quando quis aprender mais sobre sustentabilidade, Marcos Palmeira
- que tem uma fazenda onde cultiva produtos orgânicos e lançou
um filme sobre os índios xavantes - leu o livro "O mundo
sustentável", de André Trigueiro, jornalista
especializado em meio ambiente e criador do programa "Cidades
& soluções", da Globo News (leia entrevista
na página 15)
Dia desses, Christiane Torloni encontrou Paula Saldanha, precursora
dos programas ecológicos na TV e, indignadas, ambas comentaram
que era um absurdo não haver legislação capaz
de punir crimes ambientais registrados pelas imagens de satélites.
E, no dia em que decidiu fazer um programa sobre árvores,
Regina Casé foi bater à porta do Futura, canal com
tradição em atrações sobre meio ambiente
e produtor do "Globo ecologia", dirigido há 20
anos por Cláudio Savaget, ambientalista apaixonado, capaz
de interromper uma entrevista para exclamar: "Caraca, que beija-flor
lindo!".
- A biodiversidade, diferentemente da TV, não tem reprise
- diz Lúcia Araújo, diretora do Futura, justificando
a aposta do canal no tema.
Já Letícia Spiller não podia ser mais diferente
da perua Maria Eva, que ela interpreta em "Duas caras"
e que só pensa em ser uma socialite. A atriz já esteve
no Acre quatro vezes em projetos de conscientização
das populações ribeirinhas. Isabel Fillardis, a Fátima
de "Sete pecados", também participa ativamente.
Há quatro anos, criou a ONG Doe Seu Lixo que, além
da reciclagem, capacita agentes ambientais.
- Somos quase 600 pessoas trabalhando nela. O Brasil é privilegiado
com uma fauna e uma flora especiais. Não podemos ficar de
fora - diz a atriz. - O homem acha que é maior do que a natureza,
e agora ela vem mostrar que não é bem assim.
A Revista da TV ouviu gente famosa que vem botando a mão
da massa, pois sabe que se fosse só para posar de camiseta
verde seria fácil. Nestas páginas e nas próximas,
eles falam de suas crenças e ações.
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