Diversas religiões e tradições espirituais tem se manifestado
sobre a crise ambiental que ameaça a vida no planeta.
Segue abaixo uma seleção de textos que confirmam a existência
de uma teologia ambiental, e uma preocupação crescente dessas
tradições em ratificar a presença do sagrado nas mais
diversas manifestações de vida
“A
destruição da natureza resulta da ignorância, cobiça
e ausência de respeito para com os seres vivos do planeta.(...) Muitos
dos habitantes da Terra: animais, plantas, insetos e até microorganismos
que já são raros ou estão em perigo, podem tornar-se
desconhecidos das futuras gerações. Nós temos a capacidade,
nós temos a responsabilidade. Nós precisamos agir antes que
seja tarde”.
Sua
Santidade, o Dalai Lama; “Uma Abordagem Ética
da Proteção Ambiental”
João
Paulo II, muitas vezes apelidado de "O Papa Ambientalista" questiona: "como
ficar indiferentes diante das perspectivas dum desequilíbrio ecológico,
que torna inabitáveis e hostis ao homem vastas áreas do planeta?".
E acrescenta: "É urgente uma educação sobre a responsabilidade
ecológica... O tema da proteção do Ambiente merece uma
extrema atenção e reveste-se verdadeiramente de uma altíssima
importância no momento atual da história e do desenvolvimento
do nosso mundo moderno".
(Pastoral da Ecologia e do Meio Ambiente /SP; Leia “COMPROMISSOS
DA PASTORAL DA ECOLOGIA”)
“Há chance
de salvamento. Mas para isso devemos percorrer um longo caminho de conversão
de nossos hábitos cotidianos e políticos, privados e públicos,
culturais e espirituais. A degradação crescente de nossa casa
comum, a Terra, denuncia nossa crise de adolescência. Importa que entremos
na idade madura e mostremos sinais de sabedoria. Sem isso, não garantiremos
um futuro promissor”.
(Leonardo Boff, “Saber
Cuidar”,
Editoras Vozes, página 17)
“A Terra
produziria sempre o necessário, se com o necessário soubesse
o homem contentar-se. Se o que ela produz não lhe basta a todas as
necessidades , é que ele a emprega no supérfluo o que poderia
ser empregado no necessário”.
(Livro dos Espíritos; Allan Kardec,capítulo V, da Lei de Conservação)
“Toda Sexta-feira à noite
começa o Shabat para a tradição judaica. Shabat é o
conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção,
inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação.
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental
para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa,
o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa,
a vida lentamente se extingue. Para um mundo no qual funcionar 24 horas
por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra
imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais
a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta” (...).
(“Os
domingos precisam de feriados”, rabino Nilton Bonder)
“Que o
nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida,
por um compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, pela rápida
luta pela justiça e pela paz, e pela alegre celebração
da vida”.
(Carta da Terra , Paris, março
de 2000)
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