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	<title>Mundo Sustentável</title>
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	<description>Abrindo espaço na mídia para um planeta em transformação</description>
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		<title>A Rio+20 e o outro lado, um espaço para os céticos</title>
		<link>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/a-rio20-e-o-outro-lado-um-espaco-para-os-ceticos/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 12:59:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Editora do Razão Social O Globo rebate uma entrevista dada ao Jô Soares pelo climatologista e professor da USP Ricardo Augusto Felício, em que ele desconstroi a teoria do aquecimento global ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Por Amelia Gonzalez, editora do Razão Social, caderno sobre sustentabilidade do jornal O Globo</p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/blogs/razaosocial/posts/2012/05/14/a-rio-20-o-outro-lado-um-espaco-para-os-ceticos-444982.asp">Fonte: Blog Razão Social O Globo</a></p>
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<p>Já era de se esperar. Às portas de grande evento mundial sobre mudanças climáticas, os céticos vêm à tona para o debate. Foi assim, por exemplo, na COP (Conferência das Partes) 15, que aconteceu em 2009 em Copenhague. Dias antes, os céticos do clima apareceram para tentar desacreditar os fundamentos científicos do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) que põem na conta da ação humana o aquecimento global. E foi assunto na mídia durante alguns dias.</p>
<p>Agora, faltando um mês para o início da Rio+20, uma entrevista dada ao Jô Soares pelo climatologista e professor da USP Ricardo Augusto Felício, em que ele desconstroi a teoria do aquecimento global e diz que buraco na camada de ozônio é pura invencionice, tem mobilizado o pensamento de pessoas que gostam de ouvir o outro lado para ampliar seus conhecimentos. Pessoas que são mais abertas à discussão do que aos dogmas. E estão certas.</p>
<p>Como sou jornalista há nove anos nessa estrada da sustentabilidade, muita gente tem me questionado: e se isso tudo que estão dizendo for mentira? E se os oceanos não subirem? E se o efeito estufa não existir? Para começar, devo dizer que nós, do Razão Social, ouviremos os céticos porque nos interessamos por notícias. E, como não consigo acreditar inteiramente na imparcialidade de jornalistas, assumo de uma vez: se eu tivesse que optar por um lado, estaria com os que pensam em criar um método de produção, consumo e descarte de maneira a prevenir problemas no futuro. São práticas que fariam a convivência ficar muito melhor. No mínimo, viveríamos num tempo de mais delicadeza, o que não faz falta a ninguém.</p>
<p>Mas, se é para entrar para valer na questão do clima e da ação do homem como provocador das mudanças, prefiro dar voz aos especialistas. Vamos trazer, por exemplo o livro “Seis graus”, lançado em 2007, pelo ativista ambiental Mark Lynas, que ganhou o prêmio de Livro de Ciência do Ano da Royal Society em 2008. O autor diz que “os cientistas estabeleceram, para além de qualquer dúvida razoável, que a atual ocorrência de aquecimento global – que foi de cerca de 0,7 graus centígrados no século passado – empurrou as temperaturas da Terra até níveis sem precedentes na história recente. O relatório do IPCC de 2007 confirma que não houve, nos últimos 1.300 anos, qualquer período tão quente quanto hoje”. As geleiras, que o professor da USP diz que derretem e depois voltam a existir, segundo Lynas estão, sim, reagindo ao aquecimento. “Só na última década de 2001 estima-se que as maiores geleiras do Alasca tenham perdido 96 quilômetros cúbicos de gelo, elevando os níveis globais do mar em até quase 3 milímetros. Através de todo o Ártico, as geleiras e calotas já perderam 400 quilômetros cúbicos de volume durante os últimos 40 anos”. E até agora, pelo menos, não houve volta.</p>
<p>De qualquer maneira, dirão alguns, é a palavra de uns contra a palavra de outros. Sobra para o cidadão comum a tarefa de escolher um lado. E a opção que lhes oferecem é a seguinte: enquanto os cientistas e ambientalistas que acreditam no aquecimento global exigem renúncia (até a hora do banho quente tem que ser regulada), os céticos, que muitos acreditam serem bancados pela indústria do petróleo, dizem aquilo que todos querem ouvir: liberam o consumo, freiam tantas exigências. Não é muito difícil imaginar com qual dos dois lados a maioria vai querer ficar. Até porque, o conceito de desenvolvimento sustentável , segundo o relatório Brundtland, tem base no fato de que a humanidade deve gastar os recursos naturais com parcimônia para que as gerações futuras também possam usufruir deles. Portanto, requer desta mesma humanidade, que há bem pouco tempo ainda jogava papel no chão de qualquer jeito, uma preocupação abstrata, com o futuro. Melhor garantir o hoje, pensarão muitos.</p>
<p>Este é o maior equívoco do conceito, criado por 42 mãos em 1987 durante mil dias, quando os países estiveram reunidos sob o comando da ex-primeira ministra da Noruega Gro Brundtland. Segundo o escritor Anthony Giddens (“A política da mudança climática”), por estar situado em um futuro, não no presente, o desenvolvimento sustentável ganhou caráter abstrato, que não aproxima o cidadão de hoje do que se está falando.</p>
<p>Vamos a outro especialista. Chamado de catastrofista pelo ex-ministro Delfim netto em recente artigo no jornal “Valor Econômico”, James Lovelock é físico, autor da teoria de Gaia e o primeiro a constatar o acúmulo de CFCs e de outros gases no ar. Para o professor da USP Ricardo Felício, o cético em questão, no entanto, a existência de tais gases é uma farsa. Lovelock, em seu último livro “Gaia: alerta final” corrobora a tese de que a cobertura de gelo do Ártico está diminuindo. “Em 1980 e anos anteriores, a área (do Ártico) coberta em final de setembro (quando a cobertura de gelo é mínima depois de um verão de derretimento) exibiu 10 milhões de quilômetros quadrados de gelo, uma área aproximadamente igual à dos Estados Unidos. Em 2007, tinha caído a 4 milhões de quilômetros quadrados.” Para ele, o fenômeno sugere que num prazo de quinze anos (Lovelock, hoje com 93 anos, escreveu este livro em 2010) o oceano Ártico no verão estará quase sem gelo, enquanto os cientistas do IPCC acreditam que antes de 2050 isso não acontecerá.</p>
<p>De qualquer maneira, ficamos com números, previsões. Ou, na provocação dos filósofos Gilles Deleuze e Felix Guattarri em “Mil Platôs”, “De fato, não existe pergunta, respondemos sempre a respostas. À resposta já contida em uma pergunta (interrogatório, concurso, plebiscito&#8230;) serão opostas perguntas que provêm de uma outra resposta. Será destacada uma palavra de ordem da palavra de ordem&#8230;. A mesma coisa, a mesma palavra, tem sem dúvida essa dupla natureza: é preciso extrair uma da outra – transformar as composições de ordem em composições de passagem”.</p>
<p>É preciso, para outros tantos especialistas, filósofos, estudiosos, trazer o elemento central para a discussão: o homem. Afinal, tantas previsões científicas ou teorias em cima de fatos vão alterar é a vida humana. Segundo Mark Lynas, por exemplo, o povo de Tuvalu, país insular do Pacífico, está prestes a ter que dar adeus a seu território, que afundará sob o oceano quando este crescer. Perto dali, as Ilhas Salomão não teriam outro destino. Mas, será que essas populações se preocupam hoje em se prevenir contra o desastre? Presença forte na COP-15, o presidente de Tuvalu, Apisai Ielemia, juntou-se à campanha “350” (que significa o máximo de partículas por milhão de carbono que a atmosfera deveria agüentar) e fez barulho para chamar a atenção para o drama de seu povo.</p>
<p>Já nas Ilhas Salomão, segundo o brasileiro Marcos Vaena, que trabalha no IFC (um braço do Banco Mundial) e está morando lá há dois anos, a realidade que mais incomoda não é a previsão de um futuro alagado, mas as privações pelas quais, hoje, seus habitantes se vêm obrigados a passar. O país é muito pobre, há questões sérias de moradia, saúde, há tribos violentas brigando umas contra as outras&#8230; e por aí vai. Emissões de carbono? Quase nenhuma, a não ser pelas empresas que vão até lá extrair seu ouro sem deixar quase nada em troca. Esse é o ponto. E, para isso, as corporações precisam ser chamadas à discussão. Sem meias palavras ou falsas promessas. Mas aí&#8230; é conversa para outro texto.</p>
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<p><em>Postado por Daniela Kussama</em></p>
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		<title>ONU lança ferramenta para facilitar troca de ideias para Rio+20</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 12:47:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[O site O Futuro que Queremos já está no ar em português e pretende facilitar a “maior conversa global da história”. Todo e qualquer indivíduo poderá expor suas ideias na plataforma.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Por Haroldo Castro</p>
<p><a href="http://colunas.revistaepoca.globo.com/planeta/2012/05/14/onu-lanca-ferramenta-para-facilitar-troca-de-ideias-para-rio20/">Fonte: Blog do Planeta</a></p>
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<p>O Centro de Informações das Nações Unidas para o Brasil lançou hoje (14/5) no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, sua mais nova ferramenta para mobilizar a sociedade civil a participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a <a href="http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/Rio20/index.html">Rio+20</a>.</p>
<p>O site <a href="http://www.ofuturoquenosqueremos.org.br/"><strong>O Futuro que Queremos</strong></a> já está no ar em português e pretende facilitar a “maior conversa global da história”. Todo e qualquer indivíduo poderá expor suas ideias na plataforma.</p>
<p><img title="site_Futuro_Queremos" src="http://edgblogs.s3.amazonaws.com/planeta/files/2012/05/site_Futuro_Queremos.jpg" alt="" width="610" height="428" /></p>
<p>A iniciativa já existe <a href="http://futurewewant.org/">em outros países</a> e teve mais de 85 milhões de visualizações em abril. “O site não tem data de expiração e precisa ir mais além do que o dia 23 de junho, quando termina a Rio+20″, diz Giancarlo Summa, diretor do Centro de Informação das Nações Unidas. “O evento não será apenas uma reunião de governos, a sociedade civil precisa estar presente das mais variadas formas.”</p>
<p>No Brasil, a campanha <strong>Eu Somos Nós</strong> começa a partir de amanhã a promover este bate-papo planetário. “A campanha não acontece apenas na internet”, afirma Sergio Amado, presidente do grupo publicitário Ogilvy Brasil. “Todas as mídias terão a oportunidade de transmitir a mensagem, participando de forma voluntária”. Ilustres desconhecidos e personalidades como Gisele Bündchen, Ronaldo, Oscar Niemeyer e Paulo Coelho emprestaram sua imagem para a iniciativa.</p>
<p>Outra ferramenta anunciada hoje foi o <a href="http://www.agendatotal.org/">site <strong>Agenda Total</strong></a>, uma plataforma que pretende reunir na internet todas as informações sobre a Rio+20, desde a agenda de centenas de eventos às reuniões e conferências online. “Será o ponto de encontro da Rio+20 na rede”, diz Silvana de Matos, coordenadora da Agência Total. “Mais de 10 mil logins e senhas serão distribuídos às autoridades, à imprensa e aos representantes da socidade civil.”</p>
<p><img title="site_Agenda_Total" src="http://edgblogs.s3.amazonaws.com/planeta/files/2012/05/site_Agenda_Total.jpg" alt="" width="610" height="406" /></p>
<p>Giancarlo Summa também anunciou que 183 países (dos 193 reconhecidos pela ONU) já confirmaram a presença no “maior evento da história das Nações Unidas”. “Os <a href="http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2012/05/parlamento-europeu-cancela-ida-de-11-deputados-rio20.html">preços altos dos hotéis</a> no Rio de Janeiro não esvaziarão a conferência.”</p>
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<p><em>Postado por Daniela Kussama</em></p>
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		<title>Eu sou você amanhã: a experiência chilena e o ‘Minha Casa, Minha Vida’</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 12:41:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[O Chile vive o dilema do que fazer com os seus “com teto”, que vivem em territórios marcados por uma segregação profunda, onde o “lugar dos pobres” é uma periferia homogênea, de péssima qualidade urbanística.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Por Raquel, urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada.</p>
<p><a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2012/05/10/eu-sou-voce-amanha-a-experiencia-chilena-e-o-minha-casa-minha-vida/">Fonte: Blog da Raquel Rolnik</a></p>
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<p>Acabo de retornar de uma visita ao Chile, onde fui conhecer a política habitacional do país e os processos de reconstrução pós-terremoto de fevereiro de 2010. O Chile foi um dos primeiros países do então terceiro mundo a adotar, durante a ditadura de Pinochet, no final dos anos 1970, as fórmulas neoliberais propostas pela Escola de Chicago em vários domínios das políticas, reduzindo, em tese, a intervenção do Estado, promovendo a participação do mercado e focalizando subsídios públicos aos grupos de extrema pobreza. Setores como a educação e serviços públicos foram privatizados, e políticas públicas, como as de habitação, foram reformadas.</p>
<p><a href="http://media.zenfs.com/pt-BR/blogs/habitat/chile_raquel_rolnik_01.jpg"><img src="http://l.yimg.com/bt/api/res/1.2/ZToRQYXqlneTNEq66Uq7BQ--/YXBwaWQ9eW5ld3M7cT04NTt3PTYzMA--/http://media.zenfs.com/pt-BR/blogs/habitat/chile_raquel_rolnik_01.jpg" alt="" width="630" height="441" /></a></p>
<p>Implementada sistematicamente durante mais de três décadas, inclusive durante os governos da Concertación (coalizão de centro-esquerda), o modelo de política habitacional adotado pelo Chile é quase igual à fórmula do programa “Minha Casa, Minha Vida”: subsídios públicos individuais permitem às famílias de menor renda comprar no mercado produtos ofertados por construtoras privadas. O modelo se completa com disponibilidade de crédito: quanto menor é a renda, maior é o subsídio e menor é a parcela de crédito que entra para viabilizar a compra.</p>
<p>Este modelo praticamente pôs fim à produção informal de habitação no Chile e criou, ao longo do período, mais de um milhão de soluções habitacionais, transformando-se em grande referência de política habitacional, louvada por organismos e consultores internacionais. Hoje, no entanto, além das manifestações estudantis maciças denunciando a privatização da educação, que produziu um ensino caro e de baixa qualidade, o Chile vive o dilema do que fazer com os seus “com teto”.</p>
<p>As centenas de milhares de casas e apartamentos da supostamente exitosa política habitacional chilena produziram um território marcado por uma segregação profunda, onde o “lugar dos pobres” é uma periferia homogênea, de péssima qualidade urbanística e, muitas vezes, também, de péssima qualidade de construção, marcada ainda por sérios problemas sociais, como tráfico de drogas, violência doméstica, entre outros. Para se ter uma ideia, vários conjuntos habitacionais já foram demolidos (!) e muitos outros se encontram em estudo para demolição.</p>
<p><a href="http://raquelrolnik.files.wordpress.com/2012/05/chile4.jpg"><img title="chile4" src="http://raquelrolnik.files.wordpress.com/2012/05/chile4.jpg?w=500&amp;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Deixada para o mercado a decisão de onde e como deveria ser produzida, encarada como um produto que se compra individualmente, como um carro ou uma geladeira, a cidade que resultou é simplesmente desastrosa. Nada nos leva a supor, que, em menos de dez anos, não estaremos enfrentando no Brasil o mesmo cenário com o programa “Minha Casa, Minha Vida”.</p>
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<p><em>Postado por Daniela Kussama</em></p>
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		<title>Perfídia contra o Código Florestal</title>
		<link>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/perfidia-contra-o-codigo-florestal/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 12:32:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[É intrigante que se recorra a tão pífio estratagema para tentar defender o indefensável: o "maluco" projeto aprovado na Câmara em 25 de abril ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Por José Eli da Veiga, professor dos programas de pós-graduação do Instituto de Relações Internacionais da USP (IRI/USP) e do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). <a href="www.zeeli.pro.br">www.zeeli.pro.br</a></p>
<p><a href="http://www.empresaspeloclima.com.br/index.php?r=noticias/view&amp;id=237842">Fonte: GVCes</a></p>
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<p>Qual será o limite de desfaçatez dos que sonham com uma lei que legitime os desmatamentos criminosos dos últimos 12 anos e ainda torne desprotegidas as áreas úmidas, os manguezais, as margens dos rios, as encostas e os topos de morro?</p>
<p>Agora se valem de reles blefe para chantagear a presidente Dilma: aumento dos preços alimentares decorrente de diminuição da área cultivada, caso não seja sancionado o projeto da Câmara que revoga o Código Florestal.  Essa é a síntese da ameaça publicada na &#8220;Folha de São Paulo&#8221; de 12/05 pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (PSD/TO).</p>
<p>Bazófia cabalmente desmentida pelas projeções do próprio agronegócio: o &#8220;Outlook Brasil 2022&#8243;, feito em parceria do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro) com o Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Ícone).</p>
<p>A área necessária para expandir a produção de grãos até 2022 não chega a 3% do espaço coberto por capim.</p>
<p>Até 2022 a produção de grãos terá crescido quase 30%, com aumento da área plantada de quase 16%.  Isso significa que será necessário acrescentar uns 6,2 milhões de hectares aos atuais 39,2 milhões, para que nos próximos dez anos a produção de grãos seja 30% maior que a atual.</p>
<p>Segundo a senadora, seria a obtenção desses 6,2 milhões de hectares que impediria a observância de boas normas de conservação.  Como se por aqui houvesse um impasse que obrigaria a nação a sacrificar seu meio ambiente em razão da incontornável necessidade de produzir comida barata.</p>
<p>Falando sério: qualquer vestibulando sabe que a expansão da agricultura se faz por incorporação de terras antes destinadas a pastagens.  E esses 6,2 milhões de hectares não chegam a 3% da imensa área coberta por capim, que já ultrapassa 211 milhões de hectares.</p>
<p>É intrigante que se recorra a tão pífio estratagema para tentar defender o indefensável: o &#8220;maluco&#8221; projeto aprovado na Câmara em 25 de abril.  O que mais interessa, contudo, é a real motivação da sanha da CNA contra as áreas de preservação permanente (APP), já que em nada dificultam a expansão agrícola.</p>
<p>A ocupação territorial deste país vem sendo feita por um esquema de desmatamento, queimada e capim que atropela todas as precauções intrínsecas ao cuidado de se manter as APP.  Se passar o projeto da Câmara, essas terras terão imediato salto de valorização patrimonial, apesar de todos os riscos de erosão dos solos e assoreamento de rios.  Se, ao contrário, a sociedade brasileira exigir a reversão de tão trágico malfeito, os valores desses domínios terão que embutir os custos da indispensável recomposição da vegetação nativa em APP.  Principalmente no Centro-Oeste e no Norte, mas também no oeste da Bahia e no sul do Maranhão e do Piauí.</p>
<p>Como esses grandes interesses especulativos são menos confessáveis, foi montada uma campanha política para tentar vender a ideia de que &#8216;o grande prejudicado é quem se esforça para produzir &#8220;alimentos melhores e mais baratos&#8221;.  E como também não faltam exemplos de verdadeiros agricultores que, por outras razões, enfrentam dificuldades com a legislação em vigor, são eles que servem de biombo para uma gigantesca operação no mercado imobiliário rural.</p>
<p>É isso que permite entender a geografia da votação de 25 de abril.  Aprovado com 100% dos votos das bancadas de Tocantins e de Mato Grosso, ou com mais de 85% dos votos das de Rondônia, Goiás e Roraima, o relatório dos especuladores foi rejeitado pelas bancadas de São Paulo (41 a 26) e do Rio de Janeiro (25 a 15).</p>
<p>Apesar de ter sido cavalo da batalha intragovernamental do PMDB contra o PT, o projeto só obteve 274 votos favoráveis, pouco mais de 50%.  E menos de 50% pelo critério do número de eleitores que botaram os atuais deputados na Câmara.  Pior: essa é a casa com maior déficit democrático, como demonstrou ontem (14/05) Renato Janine Ribeiro em sua coluna no Valor (A10).</p>
<p>Caso típico, portanto, em que a democracia requer veto presidencial.  E como ele tende a ser integral (ou quase), multiplicam-se as iniciativas para preencher o vazio.  Algumas certamente tentarão corrigir três sérios deslizes cometidos pelo Senado.</p>
<p>Não é possível ignorar que a Lei de Crimes Ambientais (9.605, de 12/02/1998) está regulamentada desde 1999.  Posteriores desmatamentos de APP foram crimes dolosos que, se perdoados, configurariam mais indulto que anistia.  A escolha de julho de 2008 para demarcar o passivo é uma mesquinha vingança contra a regulamentação específica do governo Lula.</p>
<p>Se houver excepcionalidade para os chamados &#8220;pequenos produtores&#8221;, não se deve usar a figura do imóvel rural (com área de até tantos módulos), porque não há qualquer correspondência entre propriedade (imóvel) e empreendimento (estabelecimento).  Deve prevalecer a Lei da Agricultura Familiar (11.326, de 24/07/2006), cujos critérios impedem que imóvel voltado à especulação fundiária seja tomado como se fosse dedicado à agricultura de pequena escala.</p>
<p>Terceiro, mas não menos importante: é preciso banir pastagem em APP, pois não há pior atentado ao beabá do conhecimento agronômico.</p>
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<p><em>Postado por Daniela Kussama</em></p>
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		<item>
		<title>O dia em que faremos contato</title>
		<link>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/o-dia-em-que-faremos-contato/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 12:27:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Para conquistar mais corações e mentes, o movimento da sustentabilidade precisa reaprender a comunicar. Nestes tempos de rápidas transformações culturais, o “comunicador” passa a fazer parte do processo e isso muda tudo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Por Letícia Freire</p>
<p><a href="http://pagina22.com.br/index.php/2012/05/o-dia-que-faremos-contato/">Fonte: Página 22</a></p>
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<img title="o dia" src="http://pagina22.com.br/wp-content/uploads/2012/05/o-dia.jpg" alt="o dia" width="300" height="376" />“Você é uma idealista sonhadora.” Cansei de ser surpreendida com frases como essas quando, em discussões sobre o atual estado do mundo, emito alguma sugestão para “resolver” o problema. No geral, os sonhadores são exatamente aqueles que se recusam a aceitar a verdade, não a minha, claro, mas a da ciência – que o aquecimento global é uma realidade e consequência da atividade humana, por exemplo. Então olho ao redor e vemos uma avalanche de informação sobre a questão socioambiental buscando encontrar ressonância no outro, tentando entrar na vida das pessoas pra fazer alguma diferença diante de tantos desafios. Fácil? Se o chamado movimento pela sustentabilidade tem um desafio hoje, este é o de fazer com que a mensagem se dissemine para além do círculo de engajados no qual foi originada – e isso tem tudo a ver com estratégia de comunicação. “Como” comunicar de forma sedutora, convincente e que realmente faça a diferença é a pergunta milionária.</p>
<p>Para Victor Aquino, professor titular de Estética em Publicidade da Escola de Comunicações e Artes da USP, o problema é que a comunicação de questões socioambientais empaca na pouca afinidade entre o conceito de sustentabilidade e as práticas de comunicação existentes no mercado. “As pessoas estão cansadas do bombardeio de imagens angustiantes sobre o futuro do planeta, um urso solitário em uma pequena placa de gelo. Acredito, até, que os próprios produtores das mensagens estão cansados do pouco <em>appealing </em>que a mensagem emana.”</p>
<p>Soluções como “plante uma árvore e ajude a melhorar a qualidade do ar”, repetidas à exaustão, embora continuem tão válidas quanto antes, já não motivam as pessoas e têm se mostrado pouco efetivas para envolver parcelas mais significativas da população.</p>
<p>Para o acadêmico, os melhores argumentos para falar com o outro daquilo que pode não lhe ser agradável – temas duros como pobreza, aquecimento global, consumismo etc. – devem assemelhar-se àqueles que a publicidade utiliza no “<em>business as usual </em>e merecer, por parte do produtor da mensagem, o mesmo tratamento sedutor. “É pouco eficiente, por exemplo, propagandear, de uma forma pouco sedutora, os malefícios do consumismo depois de a publicidade ter criado, por décadas e décadas, belíssimas campanhas sobre roupas, carros, joias e tantas outras coisas que as pessoas desejam.”</p>
<p>Aquino lembra que a estética da publicidade – que está por toda parte, em propagandas e <em>merchandising </em>– constrói valores e entendimentos. Nesse sentido, ele remete ao exemplo da propaganda do cigarro, que por dezenas de anos brilhou com destaque, arrebatando audiências e cooptando novos fumantes. “Hoje a propaganda de cigarros está proibida e a causa virou uma questão de saúde pública, mas não dá para ignorar o peso que a isso teve na formação do hábito nas pessoas”, diz. Para Aquino, as mesmas estratégias de sucesso que são observadas ao longo da história da publicidade podem e devem ser reproduzidas para criar outros hábitos, mas com o discurso inverso. “É preciso usar as mesmas ferramentas para mudar o jogo”, sintetiza.</p>
<p>Na mesma linha, Ricardo Zagallo Camargo, pesquisador do Centro de Altos Estudos da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP), acredita que trabalhar o conteúdo da mensagem é fundamental para que a comunicação se torne mais crível e real e, consequentemente, mais próxima das pessoas.</p>
<p>Podemos observar esse distanciamento comentado por Camargo – entre o que se tem a dizer e a forma como as coisas estão sendo ditas – no resultado da pesquisa realizada no início de 2011, por uma parceria entre a empresa Market Analysis e a ONG Vitae Civilis, que revelou: apenas 11,5% dos brasileiros tinham alguma informação a respeito da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.</p>
<p>A poucas semanas da mais importante reunião sobre desenvolvimento sustentável das últimas duas décadas, a Rio+20 não atrai tantos holofotes quanto a Copa ou as Olimpíadas. Nem mesmo tendo como desdobramento das resoluções que virão efeitos muito mais profundos na vida de cada um de nós. Ficam então as questões no ar: por que tão pouca gente está interessada na Rio+20? Onde estamos errando?</p>
<p>Na opinião de Paulo Itacarambi, vice-presidente do Instituto Ethos, a falta de esclarecimentos que aproximam o cotidiano das pessoas aos temas que serão debatidos na Rio+20 aumenta o desinteresse da população e, em consequência, diminui a relevância da conferência para os diversos segmentos da sociedade. “As discussões ocorridas até agora têm focado apenas nas negociações, sem se preocupar em contar à sociedade sobre as mudanças que o evento poderá trazer ao mercado e à vida delas.”</p>
<p>Doutor em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, Camargo dedica atenção especial às áreas de educação, cidadania, responsabilidade social e sustentabilidade. Anos de experiência e muitas conversas com empresários e produtores de mensagens reforçaram sua tese de que a pouca eficiência da comunicação praticada em temas nessas áreas gira em torno da falta de afinidade de muitos comunicadores com o conceito da sustentabilidade.</p>
<p>Essa também é a opinião do educador ambiental Mauro Soares, que abandonou o formalismo técnico das palavras “verdes” em voga – como sustentabilidade, manejo sustentável etc. – para motivar as pessoas a aderirem à causa socioambiental. “Algumas palavras são tão cheias de significado que mais confundem que explicam. Muitos não entendem o que significa ‘reduzir o consumo de insumos naturais’, mas compreendem perfeitamente a mensagem ‘fechar a torneira enquanto se escova o dente para gastar menos água.’”</p>
<p>Soares, que é hoje um dos integrantes da <a href="http://ativismo.org.br/" target="_blank">escola Ativismo e Mobilização para a Sustentabilidade</a> [1] , também acredita que a informação deve ser trabalhada com mais cuidado pelos formadores de opinião. Segundo ele, há uma quantidade enorme de reportagens e campanhas que, no fundo, não dizem muito e, consequentemente, não tocam o outro. “A informação deve ser robusta, e não rápida e incompleta. Precisamos trabalhar com a comunicação de forma mais responsável.”</p>
<p>Mas existem caminhos que podem promover melhorias na maneira como a mensagem socioambiental é passada hoje. Camargo levanta três pontos fundamentais para um desempenho mais eficiente (e responsável) da comunicação.</p>
<p>Primeiramente, segundo o pesquisador da ESPM, devemos tomar mais cuidado com a representação do outro, evitando os estereótipos ligados à raça, cor, credo etc. “Ainda que se ressalte a importância dos direitos da mulher, por exemplo, a publicidade vai na contramão e ajuda a cristalizar o estereótipo de mulher-objeto, por meio dos comerciais de cerveja e tantos outros,” explica. Um segundo passo é desenvolver mensagens que promovam valores como a cooperação, a solidariedade etc., usando diferentemente as mesmas ferramentas criativas das quais a publicidade e a propaganda já dispõem – como já mencionado por Aquino, da ECA.</p>
<p>Para o especialista, costumeiros letreiros brilhantes que envolvem as impraticáveis tarefas de salvação planetária, como “separe seu lixo, salve a Terra” não convencem e, pior, geram dúvidas em relação à causa. “É muito mais eficaz dizer que existe um problema, que sabemos qual é e que podemos ajudar a resolvê-lo aos poucos e juntos, ou seja, não eleger o cidadão comum como o salvador da pátria. Não ecoa e soa falso”, reforça.</p>
<p>E, em terceiro lugar, Camargo ressalta a importância de transmitir com mais realismo e, até mesmo com mais humildade, a mensagem da sustentabilidade.</p>
<p><strong>Todos por todos</strong></p>
<p>A comunicóloga e estrategista social Tiemi Yamashita viu na força da mobilização das instituições do Terceiro Setor algo intrigante, ao constatar que muitas organizações não têm recursos humanos, financeiros, físicos e, ainda assim, conseguem mobilizar as pessoas em torno de alguma causa. Ao questionar como isso era possível diante de tantas limitações, notou que ali havia um pulo do gato em termos de comunicação: era o simples fato de que o ponto de partida para qualquer ação de mobilização depende de que a comunicação seja feita de igual para igual.</p>
<p>De acordo com a consultora, a mudança de comportamento resulta desse entendimento, proporcionado pelo exercício de se colocar no lugar do outro. “Primeiramente, precisamos conhecer o outro universo, para, então, gerar empatia em relação ao nosso e, enfim, criar um vínculo entre as duas pontas, um objetivo comum.”</p>
<p>Em linha similar, o interesse em criar vínculos entre diferentes públicos levou a Natura a usar linguagens que aproximam o mundo dos negócios do universo das relações pessoais. Usando como ferramenta de linguagem a ideia de entrelaçamento humano por trás das cadeias produtivas, as campanhas da empresa apelam para o emocional. Em uma das peças, por exemplo, apresenta-se um morador de comunidade ribeirinha na Amazônia que diz: “Eu ajudo você a cuidar do seu banho”. Na outra ponta, o consumidor na cidade: “Eu ajudo você a cuidar da sua floresta”. Pronto: a campanha trabalhou com empatia e conseguiu formar vínculos e conexões.</p>
<p>“Não tem nada mais eloquente, na comunicação com o consumidor, do que convidá-lo a ser parte da solução, e não do problema”, ressalta Rodolfo Guttilla, diretor de assuntos corporativos da Natura. <em>(mais</em><em> na reportagem “<a href="http://pagina22.com.br/index.php/2012/05/taticas-de-campanha/" target="_blank">Táticas de campanha</a>“)</em> Outras formas de sensibilização, que lançam mão de poderosos instrumentos comunicadores, são trabalhadas pela turma do arteativismo, que chegou até mesmo a desenvolver uma linguagem de guerrilha (<em>leia textos no fim da página</em>)</p>
<p><strong>Um passo atrás</strong></p>
<p>Mas não se trata apenas de resolver o “como” comunicar. “O que” comunicar ainda merece atenção. Fátima Toledo, mestre em Administração de Empresas pela Eaesp-FGV e doutoranda em Antropologia Social pela USP, alerta que, se o modelo de negócio não ajuda, claro que o conceito de sustentabilidade apresentado ao público também fica deficitário. Ela se refere às inconsistências que as empresas, por exemplo, apresentam, uma vez que ainda estão ajustando suas práticas a uma mudança cultural que está em pleno processo de construção na sociedade.</p>
<p>As empresas precisam estar cada vez mais atentas para posicionar-se não só perante os anseios da sociedade, mas, principalmente, diante dos seus próprios comportamentos e dos eventuais passivos em sua cadeia de valor ”, diz. Mostrar coerência entre todas as etapas da cadeia de valor desde o primeiro fornecedor – e não apenas na ponta final do consumo – é uma preocupação levantada também por Vinicius Romanini, professor de filosofia e teoria da comunicação na ECA/USP.</p>
<p>O caso da Zara, só para citar um exemplo mais recente, é prova disso. Em 2011, equipes de fiscalização trabalhista flagraram trabalhadores estrangeiros submetidos a condições análogas à escravidão, em plena capital paulista, produzindo roupas para a badalada marca espanhola. O quadro encontrado pelos agentes do poder público incluía contratações completamente ilegais, trabalho infantil, condições degradantes, jornadas exaustivas de até 16 horas diárias e cerceamento de liberdade. “Os comunicadores subestimam o público. Isso é péssimo. A pessoa pode não ser um especialista de análise de mercado, mas percebe quando algo é mentiroso”, afirma Romanini.</p>
<p>A reportagem “<a href="http://pagina22.com.br/index.php/2012/05/caiu-na-rede/" target="_blank">Caiu na rede</a>”, não só aborda o que seria o fim do <em>greenwashing</em> [2] como reforça o que a professora Fátima diz: chega o momento em que a questão é apenas comunicar uma mensagem. Nesses novos tempos, o ato de comunicar molda as próprias ações e o “comunicador” passa a fazer parte do processo. É aí que a comunicação mostra o seu grande poder transformador.</p>
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<p>[1] A escola é uma trilha de aprendizagem coletiva para o aprimoramento de práticas e troca de experiências com foco na organização de campanhas (conteúdos, métodos, conceitos, ferramentas, estratégias)</p>
<p>[2] Procedimento de marketing usado por organizações (empresas, governo etc.) com o objetivo de se mostrar mais adequadas sob o ponto de vista ambiental do que realmente estão</p>
<p>(<em>colaborou Amália Safatle</em>)</p>
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<p><strong>A poderosa ferramenta do arteativismo</strong></p>
<p><em>Por Thaís Herrero<br />
</em><br />
A arte comunica para sentidos que vão além do visual ou da audição. Quando é plena, alcança sentimentos, ideias e tem o poder de transformá-los. Por isso, a educação ambiental vale-se tanto do chamado arteativismo que une a experiência artística à causa para a qual se quer sensibilizar. “O arteativismo funciona porque a arte toca o intangível”, diz Lilian Amaral, doutora em Arte pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e diretora do projeto colaborativo “Museu Aberto: a cidade como museu e o museu como prática artística”. “É difícil explicar o que é a tal camada de ozônio se ninguém a toca ou a vê, mas um desenho, uma obra de arte pode comunicar isso”, exemplifica.</p>
<p>Um dos artistas que tratam a questão ambiental, entre outros, é Eduardo Srur. Suas obras são famosas na cidade de São Paulo por intervir no cenário habitual. Uma das mais famosas foi a instalação de garrafas PET gigantes no Rio Tietê, em 2008. Dois anos antes, tinha colocado no Rio Pinheiros manequins remando em caiaques, para chamar atenção sobre a poluição das águas da cidade.</p>
<p>Sua atual intervenção é um labirinto de 15 metros de comprimento e 2,4 metros de altura, formado por 50 toneladas de lixo reciclável. Durante maio, estará no Parque do Ibirapuera. Cercar as pessoas e deixá-las perdidas no meio desse resíduo provoca a reflexão sobre o que descartamos. “Minhas obras têm uma veia crítica e provocativa, para gerar um curto-circuito no cotidiano. Quero tirar o cara da cidade de uma anestesia mental.” Para que o espectador receba a mensagem, Srur explica que a arte ativista também precisa ser acessível. “Penso em quem vai ver a obra e quero atingir o maior número de pessoas possíveis.” Esse curto-circuito, para Srur, só funciona de fato se for, além de tudo, divertido. Aí, sim, transforma e forma um novo olhar. É arte em atividade. (<em><a href="http://pagina22.com.br/index.php/2012/05/arte-surreal-para-uma-cidade-idem/" target="_blank">Leia a entrevista na íntegra</a>)</em></p>
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A linguagem da guerrilha: armar-se para “desarmar”</strong></p>
<p><em>Por Ana Cristina D’Angelo</em><strong><br />
</strong><br />
As ações arteativistas têm inspirado protestos e manifestações desde a segunda metade do século XX. Nelas se mostra como unir engajamento social e proposições artísticas. O objetivo é “desarmar” as pessoas pela sensibilização e, assim, inocular a mensagem.</p>
<p>Para comunicar sua mensagem, os grupos arteativistas se valem da cultura em que estão imersos e privilegiam processos de trabalho e vários campos teóricos, lançando em suas ações vocabulário vindo das “ciências de guerra”. Dois conceitos são bastante usados: táticas e estratégias, em que o primeiro diz respeito aos objetivos e o segundo são os métodos a serem empregados. “Assim, na maioria das vezes, os ativistas agem inesperadamente em contextos em que as ideias circulam livremente e podem ser multiplicáveis, especialmente com as facilidades tecnológicas”, comenta o pesquisador André Mesquita em seu livro<em> I</em><em>nsurgências Poéticas – Arte Ativista e Ação Coletiva</em>.</p>
<p>Os ativistas também utilizam conceitos de Gilles Deleuze e Félix Guattari, construídos e pensados na obra <em>Mil Platôs</em>, como máquina de guerra nômade, deriva, psicogeografia e desvio. Alguns exemplos de ações nessa linha foram feitos por grupos como o <em>Critical Art Ensemble</em>, que, em exposições na Europa, montaram um laboratório de testes de identificação de transgênicos, desviando a função original daquele espaço. Os ativistas Forkscrew apropriaram-se de imagens publicitárias para produzir em sua estratégia de comunicaçãoguerrilha uma crítica ao confronto militar no Oriente Médio. Espalharam pôsteres nos muros e metrôs nos EUA mudando o slogan da Apple para o iPod de “10.000 músicas no seu bolso” para “10 mil iraquianos assassinados. 773 soldados norte-americanos mortos”.</p>
<p>Uma publicação de referência é o livro-reportagem <em>A Guerrilha Surreal</em>, do jornalista José Chrispiniano (Editora Conrad), que mostra as formas e meios de uma das maiores manifestações contra as instituições do poder global e um marco inspirador para ações posteriores: o protesto contra o FMI e o Banco Mundial ocorrido em Praga em 2000. O recente movimento Occupy, que começou nos Estados Unidos e rapidamente se alastrou pelo globo, é outro exemplo da lógica do ativismo contemporâneo. “O Anonymous não é um grupo fechado, mas uma ideia, e todos que compartilham dessa ideia são Anonymous, e não do Anonymous”, diz uma ativista entrevistada pela revista <em>Fórum</em>.<em>(<a href="http://it.ly/notIWQ" target="_blank">Acesse a íntegra da entrevista</a></em>).</p>
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<p><em>Postado por Daniela Kussama</em></p>
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		<title>SACOLAS PLÁSTICAS EM SÃO PAULO</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 18:31:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades e Soluções]]></category>

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		<description><![CDATA[A sacolinha foi alçada ao topo da lista dos vilões ambientais. Verdade ou exagero? É o que vamos discutir no Cidades e Soluções desta semana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>O Cidades e Soluções desta quarta vai falar da proibição do uso de sacolinhas plásticas nos supermercados de São Paulo. O repórter Rui Gonçalves foi a campo e ouviu todos os lados dessa batalha: a Associação Paulista de Supermercados, o Instituto Akatu, o Movimento dos Catadores de Lixo, a Plastvida, o Instituto de Defesa do Consumidor e a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo. A lei municipal 15.374 proibia a venda e a distribuição de sacolinhas descartáveis nos supermercados e centros comerciais paulistas, mas a medida foi barrada pela justiça a pedidos dos fabricantes de plástico.  Hoje, a sacolinha foi alçada ao topo da lista dos vilões ambientais. Verdade ou exagero? É o que vamos discutir no Cidades e Soluções desta semana.</p>
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<h3><span style="color: #800080;">Globo News, HOJE!</span></h3>
<h3><span style="color: #800080;">nesta quarta-feira, 16/5</span></h3>
<h3><span style="color: #800080;">às 23h30</span></h3>
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<p><strong>Horários alternativos: </strong></p>
<p><strong> </strong>Dom 21:30</p>
<p>Seg 03:05, 08:30, 16:30<br />
Qui 12:30<br />
Sab 05:30</p>
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		<title>França oficializa relação entre incidência do mal de Parkinson e uso de pesticidas no campo</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 01:57:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[CBN]]></category>

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		<title>Rio+20 deve ter maior envergadura do que a Eco-92</title>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2012 01:57:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[CBN]]></category>

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		<title>Você sabe quem são os principais nomes da ONU na Rio+20?</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 12:12:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Você sabe quem é o Secretário-Geral da Rio+20? E a coordenadora Executiva da Rio+20? Veja aqui quem são os principais nomes da ONU na Rio+20.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.onu.org.br/rio20/biografias/">Fonte: ONU</a></p>
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<h3>Sha Zukang – Secretário-Geral da Rio+20 e Subsecretário-Geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais</h3>
<p><img title="Sha Zukang – Secretário-Geral da Rio+20 e Subsecretário-Geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais (Foto: UN Photo/Paulo Filgueiras)" src="http://downloads.unmultimedia.org/photo/medium/510/510435.jpg" alt="Sha Zukang – Secretário-Geral da Rio+20 e Subsecretário-Geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais (Foto: UN Photo/Paulo Filgueiras)" width="300" /></p>
<p>Um diplomata de carreira, Sha Zukang tornou-se Subsecretário-Geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais em 1º de julho de 2007. Como tal, chefia o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA), que é responsável por acompanhar as principais conferências e cúpulas das Nações Unidas, atende o Segundo e o Terceiro Comitê da Assembleia Geral, o Conselho Econômico e Social, assim como a vasta maioria de suas comissões funcionais e corpos de especialistas. Ele também convoca o Comitê Executivo sobre Assuntos Econômicos e Sociais – a rede de Secretariado da ONU para planejamento conjunto e iniciativas sobre desenvolvimento.</p>
<p>Sha tem experiência variada com organizações multilaterais e conferências internacionais. Presidiu o Comitê Preparatório e o Comitê Plenário; a 11ª Sessão da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) de 2003 a 2004; o Quadro de Comércio e Desenvolvimento; a 50ª Sessão da UNCTAD; e o Grupo de Governo do Conselho Administrativo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 2002 a 2003. Foi membro do Quadro de Conselheiros do Secretário-Geral da ONU sobre questões de Desarmamento de 1994 a 1999. Além disso, serviu como Presidente, Vice-Presidente, Assessor, Coordenador e Especialista em muitas conferências internacionais nas áreas de controle de armas, comércio, propriedade intelectual, assuntos sociais e telecomunicações, entre outras.</p>
<p>Sha estabeleceu o Departamento de Controle de Armas do Ministério das Relações Exteriores da China e tornou-se seu primeiro Diretor-Geral. Participou, como negociador-chefe ou representante do governo chinês, na negociação e revisão de muitos tratados internacionais importantes sobre controle de armas e desarmamento como o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares; o Tratado de Proibição Completa dos Testes Nucleares; a Convenção sobre Armas Químicas; a Convenção sobre Armas Biológicas e Tóxicas; e a Convenção sobre Certas Armas Convencionais. Ele contribuiu significativamente para a desminagem na China e em muitas partes do mundo. Encorajou o desenvolvimento das organizações não governamentais chinesas e facilitou a abertura de escritórios de organizações internacionais na China.</p>
<p>Seus postos em missões diplomáticas no exterior incluem Londres (Inglaterra), Colombo (Sri Lanka), Nova Déli (Índia), Nova York (Estados Unidos) e Genebra (Suíça). Antes de assumir o cargo atual nas Nações Unidas, era Embaixador e Representante Permanente da Missão Chinesa no escritório das ONU em Genebra.</p>
<p>Sha nasceu em setembro de 1947 na Província de Jiangsu. É casado e tem um filho. É graduado pela Universidade Nanjing, da China. É fluente em inglês e tem alguma proficiência em francês. (<a href="http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?page=view&amp;nr=59&amp;type=8&amp;menu=37" target="_blank">texto em inglês</a>)</p>
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<h3>Elizabeth Thompson – Coordenadora Executiva da Rio+20</h3>
<p><img title="Elizabeth Thompson – Coordenadora Executiva da Rio+20 (Foto: UN Photo/Paulo Filgueiras)" src="http://downloads.unmultimedia.org/photo/medium/434/434248.jpg" alt="Elizabeth Thompson – Coordenadora Executiva da Rio+20 (Foto: UN Photo/Paulo Filgueiras)" width="300" /></p>
<p>Ex-Ministra de Energia e Desenvolvimento de Barbados, foi indicada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas como Coordenadora Executiva para a Conferência da Rio+20 e assumiu seu cargo em 7 de dezembro de 2010. Thompson também atuou como Ministra do Desenvolvimento e Ministra da Saúde. Ela foi indicada para o Senado de Barbados e era uma advogada atuante, assim como jornalista. Além disso, foi palestrante de temas como ecologia, economia, energia e política. Thompson graduou-se na Universidade das Índias Ocidentais e obteve um MBA, com distinção, na Universidade de Liverpool e um Mestrado em Direito na Universidade Robert Gordon, na Escócia. (<a href="http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?page=view&amp;nr=60&amp;type=8&amp;menu=37" target="_blank">texto em inglês</a>)</p>
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<h3>Brice Lalonde – Coordenador Executivo da Rio+20</h3>
<p><img title="Brice Lalonde – Coordenador Executivo da Rio+20 (Foto: UNIC Rio)" src="http://www.onu.org.br/rio20/img/2012/04/brice-lalonde.jpg" alt="Brice Lalonde – Coordenador Executivo da Rio+20 (Foto: UNIC Rio)" width="300" /></p>
<p>Brice Lalonde foi indicado pelo Secretário-Geral das Nações Unidas como Coordenador Executivo da Rio+20 no dia primeiro de janeiro de 2011. Anteriormente, atuou como Embaixador da França nas negociações sobre mudanças climáticas, Ministro do Meio Ambiente da França, Presidente da Mesa Redonda para o Desenvolvimento Sustentável na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Conselheiro Sênior sobre o Meio Ambiente do governo francês. Ocupou o cargo de Diretor do escritório em Paris do Instituto por uma Política Ambiental Europeia. Lalonde graduou-se na Universidade de Sorbonne com licenciatura em clássicos e direito. Siga-o pelo twitter: <a href="http://twitter.com/bricelalonde" target="_blank">@bricelalonde</a> (<a href="http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?page=view&amp;nr=181&amp;type=8&amp;menu=37" target="_blank">texto em inglês</a>)</p>
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<h3>Ban Ki-moon – Secretário-Geral das Nações Unidas</h3>
<p><img title="Ban Ki-moon, Secretário-Geral da ONU (UN Photo/Mark Garten)" src="http://downloads.unmultimedia.org/photo/medium/200/200710.jpg" alt="Ban Ki-moon, Secretário-Geral da ONU (UN Photo/Mark Garten)" width="300" /></p>
<p>Ban Ki-moon, da República da Coreia, oitavo Secretário-Geral das Nações Unidas desde 1o de janeiro de 2007, traz para o cargo 37 anos de experiência adquirida ao longo de uma carreira notável no Governo e na cena mundial. No momento de sua eleição como Secretário-Geral, o Sr. Ban era Ministro das Relações Exteriores e do Comércio da República da Coreia. No decurso da sua longa carreira no Ministério, que o levou a Nova Déli (Índia), Washington D.C. (EUA) e Viena (Áustria), ocupou diversos cargos – Assessor Principal do Presidente em assuntos de política externa, Vice-Ministro do Planejamento de Políticas e Diretor-Geral de Assuntos Norte-americanos. Ao longo de sua carreira, norteou-o sempre a visão de uma península coreana pacífica, capaz de desempenhar um papel cada vez mais importante em prol da paz e da prosperidade na região e no mundo.</p>
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<p><a href="http://www.onu.org.br/conheca-a-onu/o-secretario-geral/" target="_blank">Leia seu perfil na íntegra clicando aqui</a>.</p>
<p>Saiba mais sobre o Secretariado da Rio+20 em <a href="http://www.rio20.info/2012/secretariado" target="_blank">www.rio20.info/2012/secretariado</a></p>
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<p><em>Postado por Daniela Kussama</em></p>
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		<title>Senegal: horta urbana pode substituir perda de áreas rurais</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 12:10:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes restrita à área rural, a horticultura pode ser uma alternativa sustentável para atender as necessidades de consumo e renda nas cidades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Por Nanda Melonio</p>
<p><a href="http://www.oeco.com.br/noticias/25980-senegal-horta-urbana-pode-substituir-perda-de-areas-rurais">Fonte: O Eco</a></p>
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<p><img title="Antes restrita à área rural, a horticultura pode ser uma alternativa sustentável para atender as necessidades de consumo e renda nas cidades. Foto: Jerry Miner (GlobalHort)" src="http://www.oeco.com.br/images/stories/mai2012/senegal.jpg" alt="" width="640" height="480" align="middle" /></p>
<p>Foto: Jerry Miner (GlobalHort)</p>
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<p>O rápido processo de urbanização do Senegal reduziu as áreas disponíveis para o plantio de alimentos na capital (Dakar) e no entorno. Como consequência, houve o fortalecimento da agricultura urbana local, não só para atender às necessidades de consumo da população local, como também para gerar empregos.</p>
<p>A <a href="http://www.fao.org/" target="_blank">Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO)</a>, através do <a href="http://www.fao.org/ag/agp/greenercities/pt/projetos/index.html" target="_blank">Programa de Horticultura Urbana e Periurbana</a>, ajudou a introduzir micro-hortas em zonas de baixa renda de Dakar em parceria com o governo senegalês. O projeto introduziu novas tecnologias e inovação na agricultura urbana local, e em 2008 ganhou o Prêmio Dubai da ONU-HABITAT de <a href="http://www.unhabitat.org/content.asp?cid=10291&amp;catid=271&amp;typeid=73" target="_blank">Boas Práticas para Melhorar as Condições de Vida.</a></p>
<p>Um dos objetivos dessa iniciativa é facilitar o acesso das populações carentes à terra. O programa da FAO mobiliza recursos humanos para administração e pesquisa agrícola; promove a reutilização de resíduos agrícolas, como cascas de amendoim e arroz; e, como se trata de um programa com apoio governamental, é adotado por todas as categorias sociais, independente de idade e gênero. Mais de 4.000 famílias foram treinadas para trabalhar com hortas urbanas em Dakar e nas cidades próximas.</p>
<p>O programa também visa ajudar a criar cidades mais verdes, que podem enfrentar melhor os desafios sociais e ambientais, desde o melhoramento das favelas e a gestão dos resíduos urbanos até a criação de empregos e o desenvolvimento comunitário.</p>
<p>Além disso, há a redução da complexidade e da extensão da cadeia de abastecimento de produtos, o que faz com que o alimento que chega à mesa do consumidor seja mais fresco e sustentável do que se viesse de outras partes do país, além de melhorar o acesso econômico dos pobres aos alimentos, pois a produção familiar de frutas e hortaliças faz com que os produtores locais obtenham renda com as vendas.</p>
<p>Embora haja escassez de terra na cidade no país africano, o cultivo é realizado em grande parte nos terraços e lajes das casas locais, o que garante que o plantio de hortaliças possa ser feito em qualquer época do ano, mesmo nas condições semidesérticas locais.</p>
<p>Há que se atentar ao problema da água na agricultura urbana. De acordo com <a href="http://www.fao.org/docrep/015/i1610p/i1610p00.pdf" target="_blank">relatório da FAO</a>, o uso de águas residuais na horticultura é muito problemático, pois os patógenos nas hortaliças cultivadas com águas residuais não tratadas podem causar diversas doenças gastrintestinais &#8211; dentre elas, a cólera. No entanto, se as águas residuais de fontes domésticas forem tratadas adequadamente para reutilização agrícola, podem fornecer a maior parte dos nutrientes necessários para cultivar árvores frutíferas, hortaliças e plantas ornamentais. Para diminuir o risco de contaminação, a FAO auxilia na capacitação dos  horticultores para o manuseio seguro de águas residuais e seleção de lavouras adequadas.</p>
<p>O impacto positivo da horticultura urbana é notado em cidades do mundo inteiro, principalmente para crianças, jovens e mulheres. No Senegal, os participantes do programa de micro-hortas destacam o benefício do intercâmbio social, especialmente entre donas-de-casa, que antes se viam restritas ao núcleo familiar.</p>
<p>Para a FAO, a horticultura urbana e periurbana é muito importante para implementar melhorias sociais em favelas e bairros de famílias com baixo poder aquisitivo. Além de renda e alimentos, os pomares e hortas são um ambiente saudável, que oferece conexão com a natureza.</p>
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<p><em>Postado por Daniela Kussama</em></p>
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		<title>Código Florestal e os interesses dos especuladores do agribusiness</title>
		<link>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/codigo-florestal-e-os-interesses-dos-especuladores-do-agribusiness/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 12:10:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[“Quem está promovendo a alteração do Código Florestal são os especuladores rurais do agribusiness, que desobedeceram a Lei e praticaram crimes ambientais de todos os tipos, em particular, o desmatamento”, diz o ambientalista. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Por Francisco Milanez,  educador ambiental, arquiteto, biólogo e membro da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural – Agapan e da Fundação para o Desenvolvimento Ecologicamente Sustentado – Ecofund.</p>
<p><a href="http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/509379-codigo-florestal-e-promovido-por-especuladores-rurais-do-agrobusiness-entrevista-especial-com-francisco-milanez">Fonte: IHU</a></p>
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<p><strong><br />
Confira a entrevista.</strong></p>
<p><strong> </strong> <img src="http://viverdeeco.files.wordpress.com/2010/06/bl-pl-fotos-a-marcha-da-insensatez-amazonia-desmatamento-01.jpg" border="0" alt="" width="200" /></p>
<p>Com a justificativa de que era necessário alterar o Código Florestal para favorecer os pequenos agricultores, “os especuladores rurais do agribusiness” aprovaram um texto substitutivo que prejudicará não só o meio ambiente, mas também a agricultura. “A <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/508565-codigoflorestalemroletarussa">aprovação do novo texto</a> é um movimento para intensificar a exportação de grão, é um disfarce para exportar fertilidade e água”, assinala <a href="http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/42756-o-novo-codigo-florestal-esta-querendo-anistiar-crimes-ambientais-entrevista-especial-com-francisco-milanez">Francisco Milanez</a>em entrevista concedida à <strong>IHU On-Line</strong> por telefone. Segundo ele, o texto aprovado pela Câmara dos Deputados comete vários equívocos ambientais que acentuarão ainda mais os efeitos das mudanças climáticas. Entre eles, destaca a redução das <strong>Áreas de Preservação Permanente – APPs</strong>. “O clima já está desregulado e a tendência é que as secas e as chuvas sejam mais frequentes e intensas. As<a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-anteriores/18164-mudanca-no-clima-e-desafio-maior-que-a-crise">manifestações climáticas</a> irão se inverter, e teremos chuvas de pedra no verão com mais frequência, calorão durante o inverno, e quando começar a brotação das culturas agrícolas irá esfriar e queimar a produção”. A diminuição das APPs também causará impactos na agricultura, porque são elas as responsáveis pela proteção e a recarga dos mananciais.</p>
<p>Para <strong>Milanez</strong>, um referendo é a única maneira de barrar a aprovação do novo Código Florestal. “Não podemos deixar que os <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/508905-codigo-florestal-lista-de-quem-votou-pro-ou-contra-o-relatorio-piau">grupos econômicos controlem o país</a>. O plebiscito é a única forma de fazer frente a modificações estruturais. Se houvesse um referendo e a população votasse a favor do Código, pelo menos perderíamos por conta da burrice nacional e não por causa da corrupção, como acontece hoje”, afirma.</p>
<p><strong>Francisco Milanez </strong>(foto) é educador ambiental, arquiteto, biólogo e membro da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural – Agapan e da Fundação para o Desenvolvimento Ecologicamente Sustentado – Ecofund.</p>
<p><strong>Confira a entrevista.</p>
<p>IHU On-Line </strong><strong>–</strong><strong> O que a aprovação do novo texto do Código Florestal representa em termos ambientais? Qual é o ponto mais polêmico do texto? </strong></p>
<p><strong><img src="http://jcrs.uol.com.br/_arquivos/82986_CIA_26638.jpg" border="0" alt="" width="250" /><br />
</strong></p>
<p><strong>Francisco Milanez </strong><strong>–</strong> Em termos ambientais, representa a maior aberração que já assisti na minha vida de ambientalista, porque, com todas as discussões acerca das mudanças climáticas, podemos entrar em uma crise profunda, talvez sem volta. O Brasil está andando na contramão do planeta e diminuindo bruscamente as <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/508927-senadoresretomamprojetoparaasapps">Áreas de Preservação Permanente – APPs</a>.</p>
<p>A redução de áreas florestais é um equívoco, porque são as florestas que regulam o clima. O clima já está desregulado e a <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/507774-mudanca-no-codigo-florestal-ameaca-recursos-hidricos">tendência é que as secas e as chuvas sejam mais frequentes e intensas</a>. As manifestações climáticas irão se inverter, e teremos chuvas de pedra no verão com mais frequência, calorão durante o inverno, e quando começar a brotação das culturas agrícolas irá esfriar e queimar a produção. Para a agricultura, os efeitos da diminuição de APPs serão terríveis.</p>
<p>Outro impacto previsto para a agricultura diz respeito à falta de água, pois são justamente as APPs que protegem e fazem a recarga dos mananciais. Então, estão pondo em risco as bacias hidrográficas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>IHU On-Line </strong><strong>–</strong><strong> É um texto que privilegia a produção agrícola?<br />
</strong></p>
<p><strong>Francisco Milanez –</strong> Pelo contrário, é um texto que destrói a produção agrícola, privilegiando os especuladores rurais. Por isso os mais prejudicados serão os agricultores. Quem está promovendo a alteração do <strong>Código Florestal</strong> são os<a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/507817-dilmaassumenegociacaoparaaprovarcodigoflorestal">especuladores rurais do agribusiness</a>, que desobedeceram a Lei e praticaram crimes ambientais de todos os tipos, em particular, o desmatamento. Agora, na hora de cumprirem as suas penas e pagarem as multas, mudam a Lei. Os agricultores, muito alienados, não estão se dando conta do quanto serão prejudicados com a nova legislação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>IHU On-Line </strong><strong>–</strong><strong> Como o novo texto do Código Florestal trata os grandes e pequenos produtores?<br />
</strong></p>
<p><strong>Francisco Milanez –</strong> Os especuladores se utilizaram dos pequenos produtores para aprovar o novo texto. Eles alegavam que algumas propriedades rurais pequenas eram inviabilizadas pelo código vigente. Ora, se essas propriedades são inviabilizadas pela Lei, basta encaminhar um processo e pedir que o governo desaproprie essas terras, pois se o governo cria uma legislação que não permite ao agricultor produzir e viver da sua produção, ele tem de desapropriar a terra e oferecer outra.</p>
<p>Nós, ambientalistas, não queremos inviabilizar a pequena agricultura, porque é ela que sustenta 70% da alimentação brasileira e que ocupa grande parte da mão de obra rural. Mas o novo texto derruba a agricultura familiar ao determinar quatro módulos rurais.</p>
<p>A <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/507774-mudanca-no-codigo-florestal-ameaca-recursos-hidricos">aprovação do novo texto</a> é um movimento para intensificar a exportação de grão. Trata-se de um disfarce para exportar fertilidade e água. O que o Brasil faz quando exporta a soja é exportar fertilidade e água para alimentar gado europeu: 40% da exportação de grãos brasileiros é utilizada para a ração de animais, e não para abater a fome no mundo, como dizem os defensores do novo Código Florestal.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>IHU On-Line </strong><strong>–</strong><strong> O novo texto viola a legislação ambiental vigente?<br />
</strong></p>
<p><strong>Francisco Milanez –</strong> Viola a Constituição, porque vai haver uma destruição ambiental bárbara. Se for aprovado, o novo Código irá <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/508848-appspolemizamvotacaodecodigo">violar Tratados Internacionais</a>, como a Convenção de Clima, que o Brasil assinou. Em plena <strong>Rio+20</strong>, o país vai passar a maior vergonha da história da humanidade.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>IHU On-Line </strong><strong>–</strong><strong> Quais são as principais mudanças entre o Código Florestal vigente e o texto aprovado na Câmara dos Deputados em relação às APPs e às Áreas Reserva Legal</strong><strong>?<br />
</strong></p>
<p><strong>Francisco Milanez –</strong> De acordo com o novo texto, as Áreas de Reserva Legal podem se sobrepor às <strong>APPs</strong>, o que não acontece na legislação vigente. Com essa mudança elas irão diminuir, o que causa perdas de área de preservação.</p>
<p>Outro problema grave é a anistia das áreas destruídas até 2008. Quero ver como vão provar se a terra foi destruída antes ou depois de 2008.<a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/509310-metaambientaldeveincluirareaprivada"> Muitos proprietários de terra desmataram no ano passado</a> para dizer que sua área é consolidada. A mensagem do <strong>Código Florestal </strong>é: “Desrespeite a lei e depois conversamos”.</p>
<p>Outra questão diz respeito às Áreas de Inclinação, que permitem usos maiores das áreas de preservação permanente por declividade. Isso é um absurdo, pois num solo plano já se perde toneladas de hectares do solo; num solo inclinado, se perde o solo todo. É um equívoco voltar atrás e permitir atividades em áreas de 30% de inclinação.</p>
<p>A mudança climática está acelerada. Nosso planeta está aquecendo e o clima está sendo todo desregulado. Por isso seria fundamental aumentar as APPs para garantir a regulação climática e incentivar a agricultura. Entretanto, os defensores do <strong>Código Florestal</strong> dizem que, para aumentar a produtividade, é preciso aumentar a área plantada. Quem não sabe aumentar a produtividade, faz isso.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>IHU On-Line </strong><strong>–</strong><strong> Entre as mudanças, foi derrubada a obrigatoriedade de recompor 30 metros de mata em torno de olhos nascentes de água nas APPs. Quais os impactos disso para as nascentes dos rios?<br />
</strong></p>
<p><strong>Francisco Milanez –</strong> A diminuição das matas ciliares é um equívoco, pois elas preservam os rios e as nascentes, evitando a erosão. Quanto maior for a mata ciliar, mais protegido está o rio. Ao diminuir a mata ciliar, estaria desprotegendo também os banhados e permitindo que as pessoas plantem nessas áreas. O que vai acontecer? Problema de produção e enchentes, porque os rios não serão mais amortizados e o nível da água subirá muito mais rapidamente.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>IHU On-Line </strong><strong>–</strong><strong> De acordo com o novo texto, as APPs passarão a ser determinadas pelos planos diretores e leis municipais de desocupação do solo. Como vê essa mudança?<br />
</strong></p>
<p><strong>Francisco Milanez – </strong>Isso é a pior coisa que existe. Quando eu trabalhei na <strong>Fundação Estadual de Proteção Ambiental – Fepam </strong>anos atrás, vários prefeitos me telefonavam pedindo sigilo e denunciando crimes ambientais.<a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/508678-decisao-sobreareasdepreservacaoficaraparaosestados"> Eles não tinham e não têm poder nenhum contra um empresário local</a>. Deixar o município responsável pela preservação ambiental é a mesma coisa que dizer: “joga a política ambiental no lixo”. A Federação existe justamente porque os estados não têm poder para definir algumas questões. O <strong>Rio Grande do Sul</strong>, que é um estado um pouco mais maduro, não consegue manter uma política ambiental eficiente, imagine os outros.</p>
<p>Quando quiseram permitir a expansão da silvicultura no Rio Grande do Sul, escolheram uma pessoa que a aprovaria para dirigir o órgão ambiental. Então, é assim. Esse é o Rio Grande do Sul, o estado mais ambiental do Brasil.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>IHU On-Line </strong><strong>–</strong><strong> Que temas fundamentais não foram abordados no texto aprovado na Câmara?<br />
</strong></p>
<p><strong>Francisco Milanez –</strong> Vários temas ficaram de fora e não foram avaliados. Infelizmente muitos cientistas ganham dinheiro para dar depoimentos favoráveis ao novo texto. Parte da academia está comercializada, por isso escutam somente os que têm <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/44873-izabella-teixeira-diz-que-emenda-ao-codigo-florestal-sinaliza-abertura-para-desmatamentos">interesse econômico</a>. Tudo é feito em nome da ciência porque não existe mais ética, não existe mais cultura.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>IHU On-Line </strong><strong>–</strong><strong> Qual a expectativa em relação à decisão da presidente de vetar ou sancionar o Código Florestal?<br />
</strong></p>
<p><strong>Francisco Milanez – </strong>A minha expectativa é de que ela vete tudo, que cumpra a sua palavra, embora os deputados possam derrubar o veto. De qualquer forma, ela cumpriria a sua palavra e se posicionaria ao lado da população brasileira.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>IHU On-Line – A melhor opção seria realizar um referendo popular para decidir a aprovação ou não do novo texto?<br />
</strong></p>
<p><strong>Francisco Milanez –</strong> Claro. E vou dizer mais: não há outra forma. Do jeito que o poder econômico está se aglomerando, <a href="http://www.ihu.unisinos.br/noticias/509008">somente um referendo pode impedir essa legislação</a>. Não podemos deixar que os grupos econômicos controlem o país. O plebiscito é a única forma de fazer frente a modificações estruturais. Se houvesse um referendo e a população votasse a favor do Código, pelo menos perderíamos por conta da burrice nacional, e não por causa da corrupção, como acontece hoje.</p>
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<p><em>Postado por Daniela Kussama</em></p>
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			<wfw:commentRss>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/codigo-florestal-e-os-interesses-dos-especuladores-do-agribusiness/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasil usa 19% dos agrotóxicos produzidos no mundo; Governo registra 8 mil casos de intoxicação por agrotóxicos em 2011</title>
		<link>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/brasil-usa-19-dos-agrotoxicos-produzidos-no-mundo-governo-registra-8-mil-casos-de-intoxicacao-por-agrotoxicos-em-2011/</link>
		<comments>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/brasil-usa-19-dos-agrotoxicos-produzidos-no-mundo-governo-registra-8-mil-casos-de-intoxicacao-por-agrotoxicos-em-2011/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 May 2012 12:09:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mundosustentavel.com.br/?p=7556</guid>
		<description><![CDATA[O país é responsável por 1/5 do consumo mundial de agrotóxicos, ou seja, 19%. Os Estados Unidos, 17%; e o restante dos países, 64%. E o governo registrou 8 mil casos de intoxicação em 2011]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.ecodebate.com.br/2012/05/10/brasil-usa-19-dos-agrotoxicos-produzidos-no-mundo-governo-registra-8-mil-casos-de-intoxicacao-por-agrotoxicos-em-2011/">Fonte: EcoDebate</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), José Agenor Álvares da Silva, afirmou que o País é responsável por 1/5 do consumo mundial de agrotóxicos. O Brasil usa 19% de todos os defensivos agrícolas produzidos no mundo; os Estados Unidos, 17%; e o restante dos países, 64%.</p>
<p>Ele citou pesquisa segundo a qual o uso desses produtos cresceu 93% entre 2000 e 2010 em todo o mundo, mas no Brasil o percentual foi muito superior (190%).</p>
<p>Segundo o diretor da Anvisa, existem atualmente no País 130 empresas produtoras de defensivos agrícolas, que fabricam 2.400 tipos diferentes de produtos. Em 2010, foram vendidas 936 mil toneladas de agrotóxicos, negócio que movimenta US$ 7,3 bilhões.</p>
<p>Governo registra 8 mil casos de intoxicação por agrotóxicos em 2011</p>
<p>O diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto, afirmou que, em 2011, foram registrados mais de 8 mil casos de intoxicação por agrotóxicos no Brasil. Segundo ele, essas notificações não expressam o número real, que é maior.</p>
<p>Participante de audiência da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Franco Netto destacou que, de 2005 a 2010, houve aumento do consumo de agrotóxicos no País, assim como das notificações de intoxicação. De acordo com ele, dois grupos populacionais estão mais expostos à contaminação por agrotóxicos: adultos jovens (20 a 49 anos) e crianças, intoxicadas por exposição acidental ao produto.</p>
<p>O diretor citou ainda estudo feito pela Universidade Federal da Bahia que aponta aumento, na última década, da mortalidade provocada por exposição aos agrotóxicos. Entre os trabalhadores agrícolas, os registros revelam que o número de mulheres afetadas é maior do que o de homens.</p>
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<p><em>Postado por Daniela Kussama</em></p>
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			<wfw:commentRss>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/brasil-usa-19-dos-agrotoxicos-produzidos-no-mundo-governo-registra-8-mil-casos-de-intoxicacao-por-agrotoxicos-em-2011/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Comemore o Dia das Mães de maneira mais sustentável</title>
		<link>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/comemore-o-dia-das-maes-de-maneira-mais-sustentavel/</link>
		<comments>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/comemore-o-dia-das-maes-de-maneira-mais-sustentavel/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 May 2012 12:08:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mundosustentavel.com.br/?p=7558</guid>
		<description><![CDATA[Se você deseja presentear a sua mãe de maneira sustentável, veja aqui algumas dicas!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://ciclovivo.com.br/noticia.php/4825/comemore_o_dia_das_maes_de_maneira_mais_sustentavel/">Fonte: Ciclo Vivo</a></p>
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<div id="img_glr"><a title=" 	Lembre-se de expressar o seu amor com muitos beijos, abraços e carinhos. l Foto: Myles/Flickr (CC2.0) " rel="fot_galeria" href="http://ciclovivo.com.br/media/fotos/fot_4825/11.jpg"><br />
<img id="img_glr_pri" src="http://ciclovivo.com.br/media/fotos/fot_4825/11.jpg" alt="" height="216" /></a></div>
<p id="img_glr_leg">Lembre-se de expressar o seu amor com muitos beijos, abraços e carinhos. l Foto: <a href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Happy_Mother%27s_Day.jpg" target="_blank">Myles/Flickr</a> (<a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/deed.en" target="_blank">CC2.0)</a></p>
<p><img src="http://ciclovivo.com.br/img/ntc_glr_bot.gif" alt="" width="350" height="6" /></p>
<div id="conteudo">
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<p>O Dia das Mães é uma data muito especial, que vai além de presentes caros e do consumismo incentivado pelo comércio. Se você deseja presentear a sua mãe de maneira sustentável, anote algumas dicas que o CicloVivo preparou.</p>
<p>Ao invés de optar pelos shoppings, comércios e presentes caros, faça você mesmo algo inusitado e personalizado. Você pode reutilizar materiais para fazer um porta-retratos ou um vaso.</p>
<p>Caso queira dar um presente pronto, prefira comprar localmente. Uma ideia boa é comprar objetos ou doces feitos manualmente, como obras de artesões ou chocolates artesanais, por exemplo. Não esqueça de escrever um cartão.</p>
<p>Não utilize muita embalagem para embrulhar o presente. Uma opção é reaproveitar embalagens de presentes anteriores que você ganhou, desde que elas estejam em bom estado.</p>
<p>Tente sair da rotina. Pra começar bem o dia, sirva um café da manhã especial para sua mãe, melhor ainda se for na cama, lembre-se de enfeitar a mesa ou a bandeja com alimentos frescos, como frutas e outras opções naturais, e flores.</p>
<p>Domingo é um ótimo dia para fazer passeios tranquilos, como visitas a centros culturais, museus, caminhadas e parques. Passeios simples como esses oferecem um contato com a natureza e são atividades gratuitas. Se a família optar pelo parque, também é possível fazer um piquenique, com alimentos saudáveis, andar de bicicleta e conversar sob a sombra de uma árvore.</p>
<p>Prepare um almoço ou jantar especial, um estilo de vida agitado pode significar momentos em família pouco frequentes. Portanto uma data como essa, serve para atentar à importância da vivência e intimidade familiar.</p>
<p>Uma maneira de deixar a sua mãe feliz, sem custo algum, é dividir as tarefas domésticas entre você e seus familiares e deixar sua mãe ter um “dia de princesa”. Você pode, por exemplo, fazer algo que ela esteja pedindo há muito tempo, como fazer compras no mercado, arrumar o seu quarto, limpar as calhas, entre outras atividades.</p>
<p>Você também pode presentear sua mãe com uma árvore frutífera ou plantar uma flor em um vaso, podendo conservar o presente por muitos outros dias. Se ela tiver interesse pela terra, outra sugestão é presenteá-la com uma horta caseira, para que ela mesma possa cultivar ervas, legumes, frutas e verduras.</p>
<p>Lembre-se de expressar o seu amor com muitos beijos, abraços e carinhos. É de graça e faz toda a diferença.</p>
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<p><em>Postado por Daniela Kussama</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>A cultura do voluntariado na França e nos EUA</title>
		<link>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/a-forca-do-voluntariado-nos-eua-e-na-franca/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 23:07:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidades e Soluções]]></category>

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		<description><![CDATA[No segundo programa especial sobre voluntariado, nossas correspondentes em Paris e Nova Iorque mostram bons exemplos e histórias inspiradoras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Direto de Nova Iorque, Sandra Coutinho mostra a força do voluntariado entre a população dos Estados Unidos. Mais de sessenta milhões de americanos dedicam tempo ao trabalho voluntário. Se esse trabalho fosse remunerado, valeria o equivalente a quase 295 bilhões de reais. De Paris, a correspondente Joana Calmon mostra o trabalho de organizações como os &#8220;Médicos Sem Fronteiras&#8221;, que mobiliza trinta mil voluntários de oitenta países.</p>
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<p><a href="http://g1.globo.com/globo-news/cidades-e-solucoes/videos/t/programas/v/trabalho-voluntario-ganha-forca-nos-estados-unidos-e-na-franca/1940701/"><strong>ASSISTA AO VÍDEO</strong></a></p>
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<p><strong>MAIS INFORMAÇÕES:</strong></p>
<p><strong><a href="http://portaldovoluntario.v2v.net/">http://portaldovoluntario.v2v.net/</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.voluntarios.com.br/">http://www.voluntarios.com.br/</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.voluntariosonline.org.br/">http://www.voluntariosonline.org.br/</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.cvv.org.br/">http://www.cvv.org.br/</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.msf.org.br/">http://www.msf.org.br/</a></strong></p>
<p><strong><a href="http://www.peacecorps.gov/">http://www.peacecorps.gov/</a></strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>México e Coreia do Sul aprovam leis contra mudanças climáticas</title>
		<link>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/mexico-e-coreia-do-sul-aprovam-leis-contra-mudancas-climaticas/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 05:49:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois países em desenvolvimento, México e Coreia do Sul, aprovaram novas leis para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e enfrentar os desafios criados pelas mudanças climáticas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Por Bruno Calixto</p>
<p><a href="http://colunas.revistaepoca.globo.com/planeta/2012/05/06/mexico-e-coreia-do-sul-aprovam-leis-contra-mudancas-climaticas/">Fonte: Blog do Planeta</a></p>
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<p><img title="mexico" src="http://edgblogs.s3.amazonaws.com/planeta/files/2012/05/mexico.jpg" alt="" width="620" height="390" /></p>
<p><em>Foto: Céu cinza na Cidade do México. Crédito: SXC.hu</em></p>
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<p>Com pouco menos de uma semana de diferença, dois países em desenvolvimento, México e Coreia do Sul, aprovaram novas leis para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e enfrentar os desafios criados pelas <a href="http://colunas.revistaepoca.globo.com/planeta/tag/mudancas-climaticas/">mudanças climáticas</a>.</p>
<p>A proposta mais ousada foi aprovada pelo Congresso do México, no dia 19 de abril. O México se torna o segundo país do mundo a ter uma legislação com metas legalmente vinculantes para redução de emissões, junto com o Reino Unido – a maioria dos países que aprovaram leis contra as mudanças climáticas, incluindo o <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI108835-17860,00.html">Plano Nacional de Mudanças do Clima</a> do Brasil, não fizeram metas legalmente vinculantes, ou seja, obrigatórias. Pela lei mexicana, o país vai reduzir em 50% as emissões até 2050, em comparação com os níveis do ano 2000, e 35% de toda a eletricidade no México será produzida por fontes renováveis.</p>
<p>Já a Coreia do Sul se tornou o primeiro país asiático a oficialmente adotar um programa de redução de emissões, no dia 2 de maio. O programa coreano procura reduzir as emissões com apoio do mercado de carbono – as empresas que poluem deverão comprar permissões para emitir gases de efeito estufa, e esse dinheiro será usado em investimentos em energia verde. A Coreia do Sul se compromete a reduzir 30% das emissões em 2020.</p>
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<p><em>Postado por Daniela Kussama</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Parlamento Europeu cancela ida à Rio+20</title>
		<link>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/parlamento-europeu-cancela-ida-a-rio20/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 05:43:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mundosustentavel.com.br/?p=7539</guid>
		<description><![CDATA[Para Comissão do Meio Ambiente da instituição, gastos seriam muito elevados e injustificáveis num período de crise]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/parlamento-europeu-cancela-ida-a-rio-20?utm_source=twitterfeed&amp;utm_medium=twitter">Fonte: Exame.com</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<div><img title="Interior do Parlamento Europeu" src="http://exame3.abrilm.com.br/assets/pictures/18706/size_590_parlamento-europeu-nova.jpg?1289573601" alt="Interior do Parlamento Europeu" /></div>
<p>Parlamento Europeu cancelou sua delegação na Rio+20 pelos custos excessivos</p>
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<p>Bruxelas &#8211; O Parlamento Europeu decidiu nesta terça-feira cancelar a ida da delegação de eurodeputados que iria participar da Conferência da ONU sobre o Desenvolvimento Sustentável <strong><a href="http://exame.abril.com.br/topicos/rio-20" target="_blank">Rio+20</a></strong>, que será realizada no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho, devido ao elevado custo da viagem.</p>
<p>A medida foi tomada pelos coordenadores da Comissão do Meio Ambiente da instituição, que constataram que os gastos seriam muito elevados e injustificáveis num período de crise, afirmaram à Agência Efe fontes comunitárias.</p>
<p>&#8220;O Parlamento cancelou sua delegação na Rio+20 pelos custos excessivos. O Brasil deveria realmente controlar os custos para evitar um grande fracasso&#8221;, afirmou hoje pelo Twitter o deputado holandês Gerben-Jan Gerbrandy.</p>
<p>Gerbrandy se mostrou &#8220;decepcionado&#8221; pelos abusos do setor hoteleiro da cidade, que pedia até 600 euros por noite, e considerou que o governo brasileiro deveria intervir nesta situação, sobretudo levando em conta a realização da Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.</p>
<p>Num debate realizado na Comissão do Meio Ambiente em 26 de abril, o eurodeputado alemão Matthias Groote explicou que o preço estimado da hospedagem da delegação teria aumentado de 10 mil euros previstos inicialmente para 100 mil euros.</p>
<p>Na ocasião, os coordenadores decidiram enviar apenas um eurodeputado para a conferência, mas hoje cancelaram totalmente a missão. Onze eurodeputados viriam inicialmente para a Rio+20.</p>
<p>&#8220;Os organizadores mudam as condições constantemente, pedem que as reservas sejam feitas por uma semana completa, apesar de não precisarmos deste tempo&#8221;, lamentou Groote durante o debate.</p>
<p>A organização também não teria oferecido aos deputados europeus uma sala de reuniões, segundo o socialista alemão. &#8220;É uma pena que os organizadores, e não só eles, nos tenham levado a isto. Quando se quer convidar o mundo inteiro é preciso tratar os convidados de outra maneira&#8221;, criticou.</p>
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<p><em>Postado por Daniela Kussama</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Rio+20: países querem preservar a economia do declínio</title>
		<link>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/rio20-paises-querem-preservar-a-economia-do-declinio/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 05:40:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mundosustentavel.com.br/?p=7537</guid>
		<description><![CDATA[A discussão que evitam fazer é sobre que economia pode recolocar a humanidade na rota do progresso e da civilização.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Por Sérgio Abranches, PhD, sociólogo, cientista político é analista político. Escreve sobre Ecopolítica. É comentarista da rádio CBN, onde mantém o boletim diário Ecopolítica, colaborador permanente do blog The Great Energy Challenge, uma parceria entre o Planet Forward e a National Geographic. Autor de Copenhague: Antes e Depois, Civilização Brasileira, 2010, sobre a política global do clima. Prêmio Jornalistas&amp;Cia HSBC de Imprensa e Sustentabilidade: Personalidade do Ano em Sustentabilidade 2011.</p>
<p><a href="http://www.ecopolitica.com.br/2012/05/04/rio20-paises-querem-preservar-a-economia-do-declinio/">Fonte: Ecopolítica</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>G77/China bloqueiam pontos fundamentais de qualquer transição para a sustentabilidade, inclusive para promoção da qualidade de vida e do bem estar de todos. Em vários pontos contam com a ajuda de países importantes do mundo desenvolvido. Querem manter o status quo de uma economia que não tem outro horizonte se não o declínio.</p>
<p>Está ficando claro que os países líderes do G77/China não querem um documento que contenha compromissos concretos para a transição para uma sociedade sustentável. Sociedade sustentável que tenha uma economia verde, de baixo carbono, capaz de assegurar acesso universal e ambientalmente seguro às condições fundamentais para o bem estar.</p>
<p>Dou três exemplos, das <a href="http://bit.ly/JRvDSq">negociações em Nova York</a> (esses exemplos foram retirados do Earth Negotiations Bulletin do IISD), para ilustrar a posição de retranca desse grupo de países, por trás dos quais se vê a sombra gigantesca das potências emergentes: China, Índia e Brasil. E eles não estão sós. Em vários momentos, os Estados Unidos e o Canadá, também entram para jogar na retranca.</p>
<p>Na discussão sobre direito à água e ao saneamento, por exemplo, um novo texto proposto pelos co-presidentes do grupo encarregado do tema – identificado no dialeto “onês”, isto é da ONU, por NCST 67 – a Suíça, a Santa Sé e a Nova Zelândia pediram para incluir a resolução da Assembléia Geral da ONU – UNGA, em onês – que diz que água potável segura e limpa e saneamento são direitos humanos. O Canadá e o EUA pediram para eliminar esse parágrafo. O G-77/China propôs eliminar do parágrafo o termo “universal” com referência ao acesso à água potável e ao saneamento. E pediu que não se falasse em “saneamento”, mas apenas “saneamento básico”. A União Europeia propôs, como compromisso, que os países adotassem como meta atingir “acesso universal, sustentável e equitativo a água potável segura e limpa e ao saneamento básico”.</p>
<p>Qualquer cidadão sensato do mundo diria que esta é uma necessidade óbvia: acesso a todos a água potável segura e limpa e ao saneamento. Só os negociadores dos países não pensam assim. O que os países do G77/China, entre os quais se incluem os africanos, os latino-americanos, China, Índia e Brasil querem? Que o acesso a água potável e saneamento seja só para a elite? Ou para os escolhidos? É elementar que este acesso tem que ser “universal”, para todos. Mas os negociadores desses países não pensam assim. É claro que terão uma desculpa elaborada e elíptica, para dizer que não são contra a meta, mas o contexto e a necessidade de se defenderem da conspiração dos desenvolvidos para impor-lhes todo o ônus da sustentabilidade os levam a propor outra solução. Noves fora, nada. São contra a meta de universalizar o acesso à água limpa e ao saneamento.</p>
<p>Outro exemplo simbólico, ainda no tema das águas, é o do papel crucial dos ecossistemas naturais na preservação da água potável. O G77/China se opôs a uma menção de destaque aos pantanais e florestas, que a Santa Sé, a União Europeia e os Estados Unidos queriam manter. Como se do G77/China não fizessem parte países florestais como Brasil, Indonésia, Tailândia e Congo, ou se não tivessem pantanais importantes, como o Pantanal brasileiro ou os pantanais de Sumatra, Papua e Borneo. Esses países discordam que as florestas são essenciais à preservação das águas – e no caso do Brasil, o Cerrado – ou que os pantanais são reservatórios fundamentais de água? Esses países não querem a preservação das florestas e pantanais?</p>
<p>O terceiro exemplo é o da discussão de subsídios – em onês NCST 70. A União Europeia propôs nova versão para o texto, assegurando ações no sentido de reduzir progressivamente “subsídios danosos ambiental ou economicamente, incluindo os subsídios aos combustíveis fósseis”. A Noruega preferia que se falasse “em subsídios ambientalmente danosos e ineficientes”. A Austrália e o Canadá queriam que se referisse apenas aos “subsídios ineficientes”. O EUA fazia questão da referência à eliminação progressiva dos “subsídios aos combustíveis fósseis que incentivem o consumo excessivo e o desperdício”. O G77/China pediu que o parágrafo fosse eliminado e se tratasse separadamente de todos os subsídios que prejudiquem o desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Ninguém, fora a Europa ( e Obama, no EUA, mas sem apoio do Congresso) quer acabar com o subsídios à economia marrom, fóssil? Os subsídios no Brasil são integralmente danosos ao meio ambiente e à economia; todos prejudicam o desenvolvimento sustentável. Mas o grupo no qual o país convenientemente se abriga – como China e Índia também – prefere uma formulação inespecífica, portanto inaplicável. Para que? Para manter um sistema ambientalmente nocivo e economicamente ineficiente de subsídios financiados em grande medida pelos mais pobres, que pagam relativamente muito mais impostos que os mais ricos?</p>
<p>O futuro da sociedade humana e o futuro do desenvolvimento do Brasil no século XXI estão na dependência de um jogo vazio de palavras, de firulas diplomáticas, cuja única e clara meta é a procrastinação. Nada decidir. Adiar ao máximo possível o encontro com a verdade inexorável deste século. Esta economia e esta sociedade que querem preservar já passaram de seus limites, são simplesmente inviáveis e daqui para a frente darão mais custos que benefícios, com rendimentos decrescentes para a maioria. Vivemos uma economia do declínio. A discussão que evitam fazer é sobre que economia pode recolocar a humanidade na rota do progresso e da civilização.</p>
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<p><em>Postado por Daniela Kussama</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Desmatamento no Cerrado e consequências</title>
		<link>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/desmatamento-no-cerrado-e-consequencias/</link>
		<comments>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/desmatamento-no-cerrado-e-consequencias/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 May 2012 05:37:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mundosustentavel.com.br/?p=7535</guid>
		<description><![CDATA[O desmatamento do Cerrado pode ter conseqüências graves para a própria agricultura e a pecuária. Sem falar na perda da biodiversidade do Cerrado, que significa um terço da biodiversidade brasileira, 5 por cento da planetária.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Por Washington Novaes, jornalista, é supervisor geral do Repórter Eco. Foi consultor do primeiro relatório nacional sobre biodiversidade. Participou das discussões para a Agenda 21 brasileira. Dirigiu vários documentários, entre eles a série famosa &#8220;Xingu&#8221; e, mais recentemente, &#8220;Primeiro Mundo é Aqui&#8221;, que destaca a importância dos corredores ecológicos no Brasil.</p>
<p><a href="http://www2.tvcultura.com.br/reportereco/artigo.asp">Fonte: Repórter Eco</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o Ministério, o desmatamento no Cerrado já está em torno de 50 por cento. E essa remoção da vegetação tem várias conseqüências muito graves. Como a erosão do solo, o ressecamento. E a menor penetração de água nos lençóis subterrâneos. Há uns oito anos, técnicos do próprio ministério diziam que no subsolo do Cerrado havia um estoque de água suficiente para fornecê-la para as três grandes bacias hidrográficas brasileiras, que do Cerrado recebem 14 por cento de suas águas.</p>
<p>Hoje esse estoque de água está reduzido para três anos. E uma seca mais prolongada pode ter conseqüências ainda mais graves. Por isso, o desmatamento do Cerrado pode ter conseqüências graves para a própria agricultura e a pecuária. Sem falar na perda da biodiversidade do Cerrado, que significa um terço da biodiversidade brasileira, 5 por cento da planetária.</p>
<p>Questões como essa tornam muito importante também a decisão dos nove governadores dos Estados da Amazônia brasileira, que querem chegar à Conferência Rio + 20 com um compromisso de desmatamento zero em seus territórios. Também ali o desmatamento, além de desnecessário, é grave. E o projeto de assegurar financiamentos para recuperar áreas degradadas é muito importante.</p>
<p>Biodiversidade, clima, recursos hídricos, serão os temas mais importantes deste século. É preciso avançar em nossas posições.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quem ganha e quem perde com a obsolescência programada</title>
		<link>http://www.mundosustentavel.com.br/2012/05/quem-ganha-e-quem-perde-com-a-obsolescencia-programada/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 05:31:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.mundosustentavel.com.br/?p=7532</guid>
		<description><![CDATA[Diretora do documentário “The Light Bulb Conspiracy” conversa com o Akatu]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.akatu.org.br/Temas/Residuos/Posts/Quem-ganha-e-quem-perde-com-a-obsolescencia-programada">Fonte: Instituto Akatu</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.akatu.org.br/Temas/Residuos/Posts/Quem-ganha-e-quem-perde-com-a-obsolescencia-programada" target="_blank"><br />
<img src="http://www.akatu.org.br/Content/Akatu/Arquivos/image/Tema%20-%20Residuos/12_05_02_Residuos_Entrevista_Cosima_Lampada_Marc%20Mart%C3%ADnez%20Sarrado%20-%20Media%203_14.JPG" alt="" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“‘Era uma vez’ quando os produtos eram desenhados para durar muito mais e depois disso seus inventores desapareciam dos noticiários e os produtos sumiam do mercado”. Partindo de algumas lendas que circulam pela internet com esse roteiro, Cosima Dannoritzer escreveu e dirigiu o documentário “<span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.facebook.com/TheLightBulbConspiracy" target="_blank">The Light Bulb Conspiracy</a></span>” (em português, “Comprar, trocar, comprar”) que revela a história e os meandros da obsolescência programada.</p>
<p>Obsolescência vem de obsoleto, quer dizer tornar-se antigo, caduco. É algo que pode acontecer naturalmente com qualquer objeto – as coisas sofrem desgastes pelo uso comum. E se fosse possível ditar o momento em que um produto entra em desuso ou, de repente, “envelhece”? Planejar o envelhecimento de um produto é agir de acordo com a obsolescência programada. Ou seja, estabelecer quando ele vai deixar de servir, quando vai quebrar ou parar de funcionar, mesmo que pudesse tecnicamente durar muito mais.</p>
<p>Lançado em 2010 e apresentado no Brasil durante a <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.akatu.org.br/Temas/Sustentabilidade/Posts/o-que-e-desenvolvimento-sustentavel-O-que-a-obsolescencia-programada-tem-a-ver-com-voce" target="_blank">1ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental</a></span>, realizada em março deste ano, com apoio do Akatu, o documentário revela diversas facetas do problema, seus impactos e muitos exemplos ilustradores de um consumo que está longe do que propõe o <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.akatu.org.br/Temas/Sustentabilidade/Posts/Decalogo-da-Producao-Responsavel-e-do-Consumo-Consciente-o-que-e-desenvolvimento-sustentavel" target="_blank">Decálogo do Consumo Consciente</a></span>. Segundo esse conteúdo produzido pelo Akatu, consumo consciente é também aquele que valoriza os produtos duráveis mais do que os descartáveis ou os de obsolescência programada.</p>
<p>O Akatu conversou com Cosima Dannoritzer para saber mais sobre a realização do filme e os impactos econômicos, sociais e ambientais desse aspecto que permeia a cadeia produtiva dos itens de consumo mais comuns na vida das pessoas. Os episódios relatados no documentário são facilmente identificáveis em qualquer parte do mundo. Afinal, quem nunca se deparou com uma impressora que parou de funcionar com apenas um ano de uso, tentou consertá-la e percebeu que era mais barato comprar outra?</p>
<p>Confira os principais trechos da entrevista.</p>
<p><strong>Instituto Akatu &#8211; O que a motivou a fazer o documentário?</strong></p>
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<p><strong>Cosima Dannoritzer &#8211; </strong>Eu ouvia falar de lendas sobre a obsolescência programada e todas seguiam o mesmo roteiro: “Era uma vez, um inventor registrou a patente de um produto que duraria para sempre e em seguida o inventor e sua invenção desapareciam sob circunstâncias misteriosas”. A internet está cheia dessas histórias. Queria saber se havia alguma verdade nelas. De fato, a realidade se revelou ainda mais estranha.</p>
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<p><strong>Instituto Akatu &#8211; </strong><strong>De que informações você partiu para iniciar a fase de pesquisa?</strong></p>
<p><strong>Cosima Dannoritzer &#8211; </strong>O ponto de partida foram esses boatos, mas minha meta era encontrar evidências sólidas. Despendemos muito tempo discutindo entre nós se algo é verdadeiro ou não ao invés de desvendar os fatos. Quando temos os fatos na mão podemos seguir em frente e decidir se queremos fazer algo sobre ela.</p>
<p>Assim, eu passei um bom tempo pesquisando em diferentes arquivos (em Berlim e em Nova York) para encontrar documentos originais relacionados ao cartel das lâmpadas e para identificar testemunhas de outras histórias como, por exemplo, a das meias de nylon<em> [no documentário um dos casos apresentados é o das meias de nylon que foram projetadas incialmente para durarem anos e, em seguida, foram redesenhadas para durarem menos]</em>. No caso da impressora<em> [outro episódio relatado no filme]</em>, fizemos o teste nós mesmos e funcionou! Era muito importante encontrar histórias positivas que pudessem inspirar mudanças [no filme, a equipe consegue solucionar consertar uma impressora a partir da reprogramação de um chip do equipamento que indicava a data em que deveria parar de funcionar]. Não faz sentido fazer as pessoas se sentirem vítimas impotentes diante dessas situações.</p>
<p>Há ainda uma série de livros e relatórios interessantes que forneceram informações de base relevantes. Por exemplo, “The Waste Makers”, de Vance Packard, é o primeiro livro completo  sobre obsolescência programada, publicado nos anos 1960 e cheio de estranhos e maravilhosos exemplos. “Cartels in Action”, um relatório norte-americano dos anos 1940, e o trabalho de Markus Krajewski que dedicou seu pós-doutorado a entender o funcionamento do cartel das lâmpadas também foram boas referências sobre o tema. “Made to Break”, do canadense Giles Slade, é um compilado com excelentes resumos de alguns dos últimos trabalhos realizados nessa área.</p>
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<p><strong>Instituto Akatu &#8211; </strong><strong>Você teve dificuldade em encontrar informações sobre as práticas das empresas durante a fase de pesquisa? Quem foram seus principais colaboradores?</strong></p>
<p><strong>Cosima Dannoritzer &#8211; </strong>Eu não recebi nenhuma carta ameaçadora ou telefonemas pedindo para que eu não prosseguisse a pesquisa ou algo assim. Por outro lado, qualquer empresa envolvida na prática de obsolescência programada sempre será relutante em fornecer informações relevantes sobre esse assunto. Por exemplo, a Apple afirmou que não usa obsolescência programada. Mas os documentos legais da ação coletiva contra os primeiros iPods contam uma história diferente. E esses documentos não são de domínio público. Em outras palavras, contamos com uma variedade de fontes, algumas delas nos exigiram bastante paciência para que conseguíssemos acessá-las. Nós nos certificamos de que elas eram confiáveis (tanto quanto os documentos e cartas originais escritos pelos membros do cartel das lâmpadas).</p>
<p>Os livros e relatórios que citei também estão repletos de exemplos surpreendentes que nos indicaram um caminho a percorrer.</p>
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<p><strong>Instituto Akatu &#8211; </strong><strong>Qual a reação das empresas até agora com relação ao filme?</strong></p>
<p><strong>Cosima Dannoritzer &#8211; </strong>A maioria dos fabricantes continua dizendo que nunca agiriam segundo a obsolescência programada porque seria contraproducente para o seu negócio e afastaria as pessoas do mercado. Mas isso não é verdade. Por exemplo, as impressoras a jato de tinta têm vida útil muito curta, independentemente da marca que você comprar. Então, como consumidores, nós realmente ficamos sem uma alternativa viável.</p>
<p>Outros fabricantes dizem que praticam a obsolescência programada em nome do progresso e que eles não enxergam isso como um problema, contanto que os preços se mantenham baixos e que as leis estejam sendo respeitadas. Eles realmente têm um ponto aqui: nós não queremos um computador de 20 anos de idade, por exemplo. Mas a vida útil dos produtos está ficando cada vez menor e nós não parecemos capazes de atualizar nada sem jogar fora o objeto todo, desperdiçando assim uma quantidade imensa de recursos e criando montanhas de lixo. Tudo isso dá origem a um enorme problema ambiental – para não mencionar os problemas de gastos financeiros individuais que temos com essas substituições impensadas.</p>
<p>Mas o meu filme não é sobre empresas específicas, embora mencionemos alguns nomes, casos e produtos. O problema da obsolescência programada é que ela está amplamente difundida no sistema de produção inteiro. De fato, ela é hoje um dos pilares que sustenta o crescimento da economia.</p>
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<p><strong>Instituto Akatu &#8211; </strong><strong>As pessoas estão preparadas para consumir diferente? Por que é tão difícil para as pessoas mudar de hábitos com relação ao consumo?</strong></p>
<p><strong>Cosima Dannoritzer &#8211; </strong>Em geral, as pessoas estão mais preocupadas com seu fluxo de caixa imediato, ou seja, como pagar o menos possível ao comprar algo novo – ainda que se compre a mesma coisa de novo alguns meses depois. Quantas camisetas pretas ou brancas compramos todos os anos? Quantas lâmpadas de curta duração? Uma versão mais cara mas mais durável dos produtos pode funcionar da mesma maneira para nós e além de tudo economizar tempo.</p>
<p>O bombardeio constante de comerciais nos ensina desde muito cedo que bens materiais significam felicidade. Para ficarmos em um exemplo apenas: os jovens estão muito suscetíveis à crítica de seus pares, caso não tenham o último modelo de telefone celular ou a roupa certa para estar em uma festa. Mas eu penso que as pessoas começaram a perceber que essa equação não funciona mais, e que ter um telefone celular mais novo não significa automaticamente ter um grupo maior de amigos.</p>
<p>A crise atual nos traz algumas inspirações úteis – gostemos ou não. Não estamos mais em posição de mudar tudo quando bem entendermos.</p>
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<p><strong>Instituto Akatu &#8211; </strong><strong>A seu ver, o que aconteceria em termos da economia se as empresas fizessem uma mudança nos seus produtos para se tornarem mais duráveis?</strong></p>
<p><strong>Cosima Dannoritzer &#8211; </strong>Quando comecei a procurar alternativas possíveis, fiquei preocupada com o fato de talvez encontrar apenas alguns acadêmicos aposentados que as defendessem e cujas ideias não poderiam ser aplicadas na prática. Então foi uma surpresa prazerosa encontrar por aí diferentes abordagens para o tema sendo realizadas na prática. Por exemplo, há empresas que vendem produtos duráveis convencendo seus clientes de que isso pode ser um bom investimento e, junto com a oferta desses produtos, fornecem informações relevantes sobre cada novo modelo. Uma lâmpada que dura 25 vezes mais e custa 25 vezes mais, na verdade, não é mais cara. E você pode economizar tempo em longo prazo, bem como energia, se substituir a atual por uma que consuma menos eletricidade.</p>
<p>Da mesma maneira, se voltarmos a consertar as coisas, criaremos postos de trabalho e geraremos menos resíduos. Penso ainda que devemos reconsiderar os nossos valores mais básicos: por que a nossa definição de “riqueza” quase sempre depende exclusivamente do que temos? Por que não nos consideramos ricos se temos acesso a um sistema gratuito de educação e saúde, ou a ar puro, ou a postos de trabalho que não nos demandem 48 horas de trabalho por semana ou muitas horas extras?</p>
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<p><strong>Instituto Akatu &#8211; </strong><strong>Há três anos o Brasil, recebeu contêineres cheios de lixo vindos da Inglaterra. Esse episódio foi alvo de mobilização da população, os contêineres foram devolvidos e o presidente se manifestou publicamente repudiando a conduta do estado britânico. Como você avalia a prática de países desenvolvidos de encaminhar o lixo para fora do seu território? É possível evitar? Como?</strong></p>
<p><strong>Cosima Dannoritzer &#8211; </strong>Neste momento, 75% do lixo eletrônico produzido pelo chamado mundo desenvolvido – quase 50 milhões de toneladas por ano – é exportado ilegalmente para o terceiro mundo. O carregamento que chegou ao Brasil provavelmente foi uma pequena parcela dessa montanha, e é parte de uma grande indústria que lucra com essas exportações ilegais. Pouco tempo atrás, meio milhão de geladeiras foram encontradas na Espanha, abandonadas na zona rural do país. Os responsáveis por esse material tomaram para si o dinheiro que deveria ser destinado à reciclagem desses resíduos e simplesmente despejaram os produtos nesse lugar, conseguindo um lucro de 10 milhões de euros.</p>
<p>Me senti especialmente encorajada pela maneira com que os espectadores do documentário reagiram às imagens do lixão em Gana. Uma vez que sabemos que é lá que os nossos aparelhos velhos tendem a acabar, é mais fácil de nos sentirmos motivados a fazê-los durar um pouco mais. Se eu usar o meu celular por dois anos em vez de usá-lo por um – e isso não é um grande sacrifício –, e se todos fizermos isso, significa que apenas metade dos telefones em desuso seriam enviados para lixões ilegais. Como consumidores, podemos fazer uma grande diferença porque somos muitos e o mercado depende de nós. Por isso, se começarmos a demandar produtos duráveis ou aparelhos que podem ser consertados mais facilmente, o mercado seguirá essas indicações.</p>
<p>Mudanças políticas também estão acontecendo e nós somos parte da solução possível – neste momento o governo europeu em Bruxelas está revendo as leis que podem proibir a exportação ilegal de lixo eletrônico de maneira que sejam mais efetivas. Mas enquanto isso, o número de contêineres chegando a Gana todo mês quase triplicou, apesar da crise econômica. E esse é um crescimento muito preocupante.</p>
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<p>Veja o <a href="http://vimeo.com/19380896" target="_blank">trailer</a> do documentário e conheça a página do filme no <a href="http://www.facebook.com/TheLightBulbConspiracy" target="_blank">Facebook</a>.</p>
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<p><em>Postado por Daniela Kussama</em></p>
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		<title>Não há sustentabilidade sem paz</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 12:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Trigueiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Microblog]]></category>

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		<description><![CDATA[É impressionante o volume de recursos que a indústria armamentista movimenta no Brasil e no mundo. O que sobra para armas e munições, falta para o desenvolvimento sustentável.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>A Universidade de Heildelberg – a mais antiga da Alemanha &#8211; revela a cada ano a quantidade de guerras em andamento no planeta. Em 2011 o número de conflitos internacionais triplicou e alcançou o nível mais alto desde 1945. De acordo com o levantamento, existiriam hoje no mundo 20 guerras e 166 conflitos armados. E a tendência em 2012, ano da Rio+20, seria esse número crescer ainda mais. Boa parte dos países que se reunirão no Brasil em junho para debater os rumos do desenvolvimento sustentável participam ativamente dos chamados “jogos de guerra” auferindo lucros fabulosos com a venda de armas, munições e toda sorte de artefatos bélicos para clientes nem sempre identificados com clareza pelos respectivos governos.</p>
<p>Na condição de anfitrião, o Brasil não faz feio no ranking dos países que mais exportam armas. Dados apurados pela Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, revelam que <strong>o valor das exportações de armas leves triplicou entre 2005 e 2010, chegando a US$ 321,6 milhões. Foram quase 4,5 milhões de armas exportadas no período. O Exército se nega a informar </strong>detalhes sobre os negócios, mas a informação sempre aparece, ainda que de forma acidental. Foi assim quando se descobriu que minas terrestres de fabricação brasileira foram usadas pelo governo da Líbia contra os que combateram as forças do regime do ditador Muamar Khadafi. No Bahrein, manifestantes fotografaram bombas de gás lacrimogêneo com a inscrição“made in Brazil”(e a bandeira nacional ao lado do prazo de validade do artefato) que seriam usadas na repressão aos que combatiam a monarquia em pleno embalo na Primavera Árabe.</p>
<p>Os Estados Unidos do democrata Barack Obama – que vem defendendo publicamente a redução do arsenal atômico em escala mundial &#8211; lideram com folga o mercado internacional de armas leves ou pesadas com 43% de tudo o que é comercializado. Segundo a agência de notícias russa RT, os 100 maiores fabricantes de armas do mundo faturaram 411,1 bilhões de dólares em plena crise econômica internacional. No top 10 do ranking das maiores empresas do setor, sete são americanas. Ainda segundo a agência, o mercado de armas cresce 22% ao ano no mundo e as perspectivas de negócio são animadoras especialmente nos países emergentes.</p>
<p>Não é possível ainda imaginar um mundo totalmente sem armas e a aquisição de armamentos contribui em certa medida para a manutenção da paz e da ordem entre os países. Mas a farra da indústria armamentista esvazia a perspectiva de construirmos um modelo efetivo de desenvolvimento sustentável. A economista e escritora Hazel Handerson fez a conta e chegou a um resultado interessante: com apenas 25% dos gastos militares anuais em todo o mundo seria possível oferecer em relativamente pouco tempo água limpa, saúde e habitação para todos os seres humanos, eliminar a fome e o analfabetismo, proporcionar energia limpa e renovável, além de outros importantes benefícios em escala global. Debater sustentabilidade sem questionar frontalmente os abusos da indústria armamentista, é seguir o rumo de uma bala perdida.</p>
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<p>André Trigueiro</p>
<p><em>Artigo publicado na edição de maio da Revista GQ</em></p>
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