Mundo Sustentável

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Abrindo espaço na mídia para um planeta em transformação

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Num cenário de crise ambiental sem precedentes, cultivada nas entranhas de um modelo de desenvolvimento que vem exaurindo numa velocidade assustadora os recursos naturais do planeta, com impactos negativos sobre a qualidade de vida da população, não basta denunciar o que está errado. É preciso sinalizar rumo e perspectiva, dar visibilidade às soluções sustentáveis que fertilizam o campo das idéias para a semeadura de um novo tempo, de um novo projeto de civilização. Estas são as questões abordadas em Mundo Sustentável, livro do jornalista André Trigueiro que a Editora Globo está lançando.

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> Resenha

Resenha

A obra reúne uma seleção de artigos, entrevistas e comentários do jornalista veiculados na CBN, no canal de tv a cabo Globo News, no jornal O GLOBO e no site Ecopop. Alguns dos principais temas da atualidade – aquecimento global, água, biodiversidade, consumo irracional dos recursos naturais, lixo, energia, meio ambiente nas cidades – aparecem em lugar de destaque, com a preciosa colaboração de especialistas convidados pelo autor para comentar os assuntos abordados.O livro apresenta soluções para vivermos num mundo auto-sustentável, procurando despertar a sociedade para a importância do debate de questões que estão intrinsecamente relacionadas ao modelo socioeconômico em que estamos imersos. Um bom exemplo do enfoque proposto por André é o capítulo a respeito do lixo, assunto que atinge a todos, que apresenta nitidamente o impacto de nossos hábitos cotidianos sobre o meio ambiente, e as perspectivas de uso inteligente dos resíduos como fonte de matéria-prima e energia.Cada leitor poderá identificar como, através de pequenas ações, podemos nos sentir agentes da mudança em favor de um mundo melhor e mais justo.

 

Em outro capítulo, André propõe a discussão do papel do profissional de imprensa em relação a estas questões, apresenta sugestões para a formação dos jornalistas na área ambiental e a necessidade de se incorporar no dia-a-dia das redações o mesmo senso de urgência presente em inúmeros relatórios científicos que denunciam o risco de experimentarmos um colapso ambiental. E nesta proposta parece estar simbolizada a função que se espera do cidadão atento ao mundo em que vive. Hoje, só a consciência dos indivíduos e a atuação de todos os setores da sociedade pode alterar o cenário em que nos encontramos. Com prefácio do jornalista Washington Novaes, o livro é um painel de soluções criativas e sustentáveis, que renovam as esperanças daqueles que acreditam que um novo mundo não é apenas possível, mas absolutamente necessário.

> Especialistas convidados

Especialistas Convidados

Lisa Gunn: socióloga e mestre em Ciência Ambiental, é gerente da Coordenação Institucional do IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.Eugenio Singer: Engenheiro civil, mestre em engenharia nuclear e doutor em recurso hídricos e meio ambiente. Consultor da Organização Panamericana de Saúde, CEAP e BID.

 

Roberto Schaeffer: Doutor em Política Energética, Professor de Planejamento Energético da COPPE/UFRJ, autor de mais de 100 trabalhos científicos, membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU.

 

Jerson kelman: Engenheiro civil, mestre em hidráulica, primeiro diretor-presidente da Agência Nacional de Águas e desde janeiro de 2005, diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica.

 

Francisco Carlos Teixeira: Professor Titular de História Moderna e Contemporânea/ UFRJ

 

Patrícia Mousinho: Bióloga, mestre em Ciência da Informação, dicionarista, secretária-executiva da Rede Brasileira de Educação Ambiental.

 

( Miriam Leitão, Jean Pierre Leroy, Laura Valente, Alexandra Lichtenberg, José Alano e Vilmar Facchini aparecem com textos inéditos sobre assuntos tratados no livro. Por exemplo: a jornalista Miriam leitão aparece no capítulo sobre “Biodiversidade e Florestas” narrando a experiência dela à frente de uma reserva ambiental em Minas Gerais. )

> Depoimentos

Depoimentos

Marcos Sá Corrêa, jornalista
“O jornalismo ambiental não é um jornalismo como os outros. Ele segue princípios que freqüentemente divergem do ponto de vista dominante. Não é só um modo de apurar e escrever, mas também um modo de vida, de olhar o mundo e de ver a si mesmo. Parte de um conceito de serviço social, dá voz a lutas sufocadas e por isso exige doses extras de credibilidade e propósito. Em certa medida e em certas ocasiões, quase sempre envolve riscos e sacrifícios. Quem diz isso não sou eu, mas o veterano Michael Fromme, decano do jornalismo ambiental nos Estados Unidos. A cartilha de Fromme entrou aqui, citada mais ou menos de memória, mas lembrada de cor, para mostrar como é difícil o caminho que André Trigueiro resolveu abrir no peito como repórter e como professor de jornalismo. Tomara que seu exemplo pegue.”

 

Fritjof Capra, autor de A teia da vida e Conexões ocultas.
“A preocupação com o ambiente não é mais apenas uma dentre várias questões. É o contexto em que se desenvolve todo o restante – nossas vidas, nossos negócios, nossa política. Nestes artigos, André Trigueiro presta um tremendo serviço ao trazer este importante fato à atenção de todos nós. Em suas análises e discussões, Trigueiro mostra que a proteção ambiental é uma empreitada que transcende todas as diferenças de raça, cultura ou classe, que a Terra é nosso lar e que criar um mundo sustentável é nossa tarefa comum.”

 

Adalberto Marcondes, Rede Brasileira de Jornalistas Ambientais
“Os grandes desafios do desenvolvimento passam pelo conhecimento. Ele é fundamental para que os cidadãos possam, em seu cotidiano, tomar decisões de consumo conscientes de seus impactos ambientais e sociais. Cada um tem de compreender que é parte de um todo e que qualquer solução deve necessariamente envolver cada indivíduo. A cidadania passa, também, por um jornalismo sem adjetivação. Não é jornalismo ambiental, econômico ou esportivo. É apenas jornalismo. Quando o exemplo oferecido por André Trigueiro – que incorpora em seu trabalho todas as vertentes da sustentabilidade – for o comum da cobertura jornalística, teremos uma sociedade mais capaz de decidir qual o futuro que deseja para si e para as novas gerações.”

 

 

 

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